Somente médico pode realizar procedimento estético e vascular


Por: Evacira Coraspe

Esta postagem foi publicada em 30 de June de 2017 e está arquivada em Colunas, Colunas/Colunistas.


Em virtude de muitas complicações com tratamentos estéticos realizados por profissionais não médicos, juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e Justiça Federal  de Brasília,   confirmaram  que todo diagnóstico, prescrição e tratamento no corpo humano deve ser feito exclusivamente por médicos, conforme define a legislação da Medicina.

 

Os procedimentos em questão referem-se a aplicação de injeções com substâncias químicas em geral, incluindo tratamento de problemas vasculares, como varizes. Uma das  intercorrências  oriundas dessa prática por não médicos é  infecção celulite trombose, causadora de muitos danos aos pacientes. Doença tão freqüente quanto grave, podendo levar a algumas lesões  e quando não diagnosticada e tratada em tempo hábil, o processo  infeccioso pode levar até à morte, segundo informação de especialistas da área.

 

Diante de demandas do Conselho Federal de Medicina, Sociedade Brasileira de Dermatologia, os juizes  Itagiba Catta Preta Neto  da 4ª. Vara do Tribunal Regional Federal e juíza  Maria Cecília de Marco Rocha, da 3ª. Vara Federal de Brasília, ambos de Brasília, já se manifestaram que  é privativo de  médico a responsabilidade de diagnosticar, tratar e  supervisionar tratamentos estéticos  e  vasculares, por serem considerados invasivos e ainda porque o profissional da medicina possui a devida  habilitação técnica necessária para desempenhar essas atividades.

 

Profissionais de outras áreas como farmácia, enfermagem, fisioterapia, educador físico, biomedicina se efetuarem procedimentos dermatológicos e vasculares, sem a supervisão médica, correm o risco de serem processados, caso sejam denunciados por prática ilegal da medicina.

 
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Jornalista Evacira Coraspe RP 2983. (30.06.2017)



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