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Seções » Arte e Cultura

Lançamento do livro "O PODER DO SEXO" da escritora uberabense Eliete Rodrigues Pereira


Data: 05/12/2008 - Horário: 20h
Local: Centro Cultural Cecília Palmério - Uniube Campus I
Av. Guilherme Ferreira, 217 - Centro

O livro está dividido em 4 partes: Sexualidade e Sexo (aspecto biológico da sexualidade); Sexo e pecado; Sexo e prazer e Sexo e poder. A apresentação do livro foi feita por Juvenal Arduini, escritor, sacerdote, filósofo e ex-professor universitário. Segue abaixo a apresentação feita por ele que resume bem a essência do livro.

"Acreditamos que esta publicação despertará grande interesse. Eliete Rodrigues Pereira foi participante assídua da Juventude Universitária, na linha da Teologia da Libertação. Formada em Ciências Biológicas e Especialista em Orientação Sexual, empenhou-se em analisar e interpretar as múltiplas dimensões da sexualidade humana.

A fundamentação da sexualidade elaborada pela autora, revela visão ampla e sólida, e, ao mesmo tempo, reserva espaços livres às reflexões dos leitores. E busca a verdadeira compreensão da sexualidade humana. E mais do que no passado, é necessário entender o significado legítimo da sexualidade pessoal, social e religiosa. Há que aprofundar sempre a visão da sexualidade, para não distorcê-la nem corrompê-la.

O tema em torno da sexualidade foi focalizado pela autora a partir de vários pontos de vista. E, dessa forma, enriqueceu o pensamento abrangente da sexualidade.

A escritora coloca a perspectiva da sexualidade numa seqüência de vários temas articulados. Assim, a sexualidade envolve a mulher, o homem, o prazer, a gravidez, a educação, as religiões, o poder, a economia, as drogas, o luxo, o amor e a história.

A vida sexual impregna o ser humano. E reconhece o significado autêntico da sexualidade, que é valor e não escória. A sexualidade é profunda e global. Infiltra-se na personalidade, na dimensão antropológica e na convivência interpessoal. Por isso, há que preservar a sexualidade e jamais degradá-la.

É salutar promover o encontro fecundo entre a sexualidade e o amor. Separar sexo e amor é equívoco. Rollo May lembra que os "Vitorianos procuravam o amor sem envolvimento com sexo. E o homem contemporâneo procura sexo sem amor". Isto é discriminação recíproca e nociva. Sexo e amor são convergentes. Quando surge a crise entre sexo e amor, é porque falta maturidade.

A sexualidade deve ser vista sempre com espírito positivo e não com medo ou desprezo. O ser humano é chamado a entender e a cultivar a pedagogia sexual. A sexualidade consciente é limpa e não suja. E quando se fala em sexualidade vergonhosa é porque se deturpa a existência do ser humano.

Há que pensar com profundidade para não ser leviano. A sexualidade deve ser livre e responsável para respeitar e amadurecer as pessoas. A humanidade ainda tropeça muito em assuntos de questões sexuais. Seria preciso repensar mais e valorizar a sexualidade, para errar menos e acertar mais.

É necessário distinguir bem entre as realidades sexuais exatas e as realidades sexuais vazias. O senso crítico deve mostrar onde está a verdade dos fatos sexuais, e onde se instalam falsas opiniões a respeito da sexualidade. É hora de eliminar hesitações e de remover tropeços. O esforço trabalhado por Eliete em torno da sexualidade foi notável. E deverá contribuir muito para a reflexão dos leitores.

A esperança plantada na verdade, na justiça e na lealdade, desvenda o sentido da sexualidade. O filósofo Ernst Bloch escreve: "A esperança torna-nos indestrutíveis". E a esperança madura ensina a dignificar a sexualidade humana.

Juvenal Arduini