- Nova diretoria da ABCZ toma posse
Com a presença de diversas autoridades políticas e criadores de todo o Brasil, o novo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Eduardo Biagi, tomou posse na noite de ontem (30/08). O evento aconteceu no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos, em Uberaba (MG). Cerca de 600 pessoas participaram da solenidade de posse.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, ressaltou a importância do agronegócio para a economia nacional, setor que exporta alimentos para mais de 200 países, e a necessidade de ter um Código Florestal que permita o desenvolvimento do setor de forma sustentável. Rossi representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solenidade também contou com a presença de deputados federais, estaduais, vereadores, o prefeito em exercício da cidade de Uberaba, Paulo Mesquita, e representantes de entidades do setor.
Eduardo Biagi, eleito no dia 9 de agosto para comandar a ABCZ durante o triênio 2010-2013, destacou em seu discurso as realizações do ex-presidente, José Olavo Borges Mendes, e quais serão as prioridades da entidade nesses próximos anos. “A confiança de que seremos capazes de cumprir a missão que ora assumimos reside na solidez do trabalho que herdamos de José Olavo e de sua Diretoria, e das Diretorias que os antecederam; Reside na força emanada dos nossos associados; Reside nos companheiros que assumem conosco os postos da Diretoria e dos Conselhos”, disse Eduardo Biagi.
Além de Biagi, compõem a diretoria: 1º vice-presidente Jonas Barcellos Corrêa Filho, 2º vice-presidente Jovelino Carvalho Mineiro Filho e 3º vice-presidente Gabriel Prata Rezende; e os diretores Antônio Pitangui de Salvo, Carlos Alberto de Oliveira Guimarães, Celso de Barros Correia Filho, Frederico Diamantino Bonfim e Silva, José de Castro, Rodrigues Netto, Leila Borges de Araújo, Luiz Antônio Felippe, Luiz Cláudio de Souza Paranhos Ferreira, Mário de Almeida Franco Júnior, Orestes Prata Tibery Júnior, Rafael Cunha Mendes, Ricardo Caldeira Viacava e Vilemondes Garcia Andrade Filho.
Primeiro encontro – Nesta terça-feira, acontece a primeira reunião da nova diretoria da ABCZ. Estão participando também do encontro, os conselheiros da entidade nos Estados e os ex-presidentes da associação.
Biagi destaca as prioridades de sua gestão
Quais devem ser as prioridades de trabalho da sua gestão à frente da ABCZ?
Eduardo Biagi- Pretendo manter e aprofundar as auditorias junto aos rebanhos que participam das exposições visando dar mais qualidade à escrituração zootécnica e a partir das auditorias aperfeiçoar o processo de escrituração zootécnica. Ampliar os investimentos e ações em qualificação profissional através de cursos, seminários e eventos para o corpo técnico, Colégio de Jurados, criadores e colaboradores da entidade e dos associados. Cumprir com a visão da entidade de contribuir para o aumento sustentável da produção mundial de carne e leite, através do registro, do melhoramento genético e da promoção das raças zebuínas. Trabalhar em conjunto e muito próximo às associações promocionais e entidades representativas do setor pecuário. Defender os interesses dos associados, ampliando as ações da entidade no rumo da pecuária comercial, fortalecendo a representatividade e ampliando a liderança no setor como interlocutor junto aos órgãos governamentais e demais setores da cadeia produtiva. Continuar o processo de profissionalização administrativa da entidade. Garantir a evolução contínua da qualidade dos serviços prestados aos associados no registro, no PMGZ e nas provas zootécnicas. Fortalecer as ações da FAZU buscando por um lado a melhoria da qualidade do ensino e por outro o aumento do conhecimento técnico e científico da zebuinocultura. Trabalhar a imagem da carne e do leite produzidos pelo gado zebu esclarecendo suas vantagens comparativas. Manter investimentos na melhoria da infra-estrutura do Parque Fernando Costa.
Estamos em ano eleitoral. Em sua opinião, quais as políticas públicas deveriam ser priorizadas pelo próximo governo para a pecuária?
Biagi- Acredito que seja importante instituir um sistema de classificação de carcaças obrigatório que conduza a pecuária de corte no Brasil à valorização e qualidade do produto, fazendo justiça ao produtor que investiu em genética, em infraestrutura, em manejo e que não tem a devida recompensa na hora de vender seu produto. Assim como os consumidores que, ao comprar no ponto de venda um pedaço de filé, não sabem se é um novilho precoce ou uma vaca de descarte. Estamos muito atrasados neste processo. Todos os países de pecuária avançada têm um sistema de classificação funcionando e, portanto, existem modelos diversos para serem usados como referência, bastando vontade para enfrentar o problema.
Além disso, precisamos de mais segurança jurídica, de equilíbrio na solução dos problemas relativos ao meio ambiente e a continuidade das ações firmes pela completa eliminação da febre aftosa de todo o território nacional.
A ABCZ lançou o chamado para a necessidade da pecuária sustentável. Qual a importância desse tipo de conscientização? O Brasil está no caminho de efetivar uma pecuária sustentável?
Biagi- A ABCZ tem a responsabilidade de conduzir este processo, esclarecendo os criadores, a opinião pública e os consumidores. A prática de uma pecuária moderna, competitiva e sustentável é o grande objetivo do criador responsável, atualizado e consciente. O caminho mais curto da sustentabilidade tanto na pecuária de corte como de leite passa, sem dúvida, pela zebuinocultura, pelo melhoramento genético, pelo manejo animal adequado, pelo sistema de produção inteligente.
Larissa Vieira
Editora da Revista ABCZ
Assessoria de Imprensa da ABCZ
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