- PIB de Minas Gerais cresce 11,2% no trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB) mineiro cresceu 11,2%, no segundo trimestre de 2010 em relação a igual período de 2009, enquanto a variação do PIB nacional foi 8,8% na mesma comparação. Quando são considerados conjuntamente os resultados dos dois primeiros trimestres deste ano, a expansão é confirmada: o PIB estadual, acumulado durante o primeiro semestre foi 12,2% mais elevado que em igual período do ano anterior; o PIB nacional foi 8,9% maior.
O ritmo superior de crescimento da economia mineira em relação à nacional é explicado pela própria inserção de Minas Gerais na estrutura produtiva brasileira. Como o dinamismo da economia nacional responde à recuperação da formação bruta de capital fixo, à demanda por bens de consumo duráveis, e à demanda externa por derivados da mineração e da siderurgia, a indústria de Minas Gerais é particularmente beneficiada.
A taxa de crescimento anualizada do PIB mineiro, de 5,7% nos quatro trimestres completados em junho de 2010, também foi maior que a taxa de crescimento anualizada do PIB nacional, de 5,1% em igual período.
A agropecuária mineira cresceu 7,1% no segundo trimestre de 2010. O resultado reflete principalmente o bom desempenho da produção vegetal, que cresceu 5,9% no período. A pecuária apresentou queda de 7,9%.
O setor industrial de Minas Gerais apresentou crescimento de 19,5% no segundo trimestre de 2010, em comparação ao mesmo período de 2009, enquanto o setor industrial no Brasil apresentou crescimento de 13,8%, considerando o mesmo período.
A taxa anualizada, que compara os quatro trimestres encerrados em junho de 2010 com os quatro trimestres imediatamente anteriores, apresentou expansão de 6,6% em Minas Gerais. O referido valor, para o Brasil, foi de 5,6%. Os números confirmam a recuperação da indústria mineira.
A evolução do Valor Adicionado no Setor de Serviços, no segundo trimestre de 2010, seguiu a mesma tendência que já estava definida no anterior: o nível da atividade econômica nos subsetores que são mais encadeados à produção física – como o Comércio e os Serviços de Reparação e de Manutenção, e os Serviços de Transporte, de Armazenagem, e de Comunicações – continuou a crescer num ritmo superior a média dos subsetores mais dependentes do consumo final das famílias e, portanto, mais atrelada à evolução da massa salarial na economia de Minas Gerais.
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