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Brasil
se organiza para exportar álcool para o Japão
Publicado em 16/04/07
Empresários se preparam para a instalação
de mais de 30 usinas no Brasil Central
Arranjo envolvendo a Petrobrás, Usinas de álcool
da região do Brasil Central, a partir de Uberaba, no Triângulo
Mineiro, uma empresa e um banco japoneses garante o fornecimento de etanol
para o Japão, que tem como meta a adição de até
10% do produto no combustível automotivo nos próximos 10
anos. Para o atendimento da demanda do país asiático, mais
de 30 novas usinas deverão ser instaladas no Brasil. Um grupo de
14 empresários do setor se juntou numa Organização
Social Civil de Interesse Privado (OSCIP) e criou o Instituto Bioenérgico
do Brasil Central para garantir a produção, enquanto que
a Petrobrás e o grupo empresarial Japonês Japan Alcohol Trading
formam a Brazil-Japan Ethanol Corporation, responsável pela colocação
do álcool no mercado japonês, que deverá importar
volumes de até 6 bilhões de litros de álcool/ano.
Com
a liderança do prefeito Anderson Adauto, de Uberaba, que pretende
atrair as indústrias de base do setor sucroalcooleiro e já
abriga três usinas em fase de instalação, os empresários
buscam se organizar para ocupar o mercado externo que está sendo
aberto pelo Japão. O presidente da Brazil-Japan Ethanol Corporation,
Jiro Amagai, e o vice-presidente, Kuniyuki Terabe, se encontraram com
integrantes da OSCIP e empresários para manifestar a disposição
do país asiático em investir em projetos de expansão
do setor no Brasil e para buscar uma garantia de atendimento da demanda.
Participaram do encontro, além do presidente da OSCIP, Alexandre
Franceschi, representantes do setor, entre eles os de dois grandes grupos
empresariais, Robert Lyra e Abel Uchoa, pela Usina Caeté, e ainda
Rui Gomes Nogueira Ramos, pela Usina Coruripe. Também foram mantidos
encontros nos ministérios de Agricultura, Indústria e Comércio,
Minas e Energia e Casa Civil.
O presidente da Brazil-Japan Ethanol explicou aos empresários
brasileiros que atualmente no Japão o combustível automotivo
depende exclusivamente do Petróleo e que a diretriz traçada
pelo governo é de reduzir essa dependência ao patamar de
20% nos próximos vinte anos, sendo que de cinco a dez anos já
será atingido o patamar de 10% de redução. Ele disse
que a união com a Petrobrás é de fundamental importância
para a adoção de um modelo em que todos possam participar
e para que a produção siga normas corretas.
O vice-presidente, que é o representante da Petrobrás
na Brazil-Japan Ethanol, revela que a Petrobrás introduziu no seu
planejamento estratégico uma vasta atuação na área
de biocombustível e definiu objetivos claros de investir na produção
de etanol e na logística de exportação. Kuniyuki
Terabe explica que para se chegar no atual estágio foram necessárias
inúmeras tratativas junto à direção da Petrobrás
e ao empresariado do setor. Ele destaca a participação do
prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, um dos pioneiros do projeto de produção
de álcool no Brasil com fins de exportação para o
Japão.
O prefeito de Uberaba diz que ao mesmo tempo em que se
abre o mercado japonês é preciso tratar a produção
de álcool como fator de desenvolvimento econômico e de geração
de emprego e renda para o Brasil. Ele ressalta que a Petrobrás
está empenhada em utilizar um modelo moderno, de integração
dos produtores e ambientalmente e socialmente corretos. Pela localização
geográfica, ele defende que as empresas de base se instalem na
região de Uberaba, formando um pólo do setor.
O financiamento do projeto está sendo desenvolvido
pelo Japan Bank International Corporation.
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