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Dr. João Fatureto Júnior
Publicado em 15/07/2006


Dr. João Fatureto Júnior, há 72 anos em Uberaba, ministrou aulas na Uniube, tendo exercido 19 anos na direção do Curso de Direito e 28 anos e meio no magistério.

Advogado criminalista brilhante, costuma dizer que: "a cada dia que passa no exercício da minha profissão mais eu me sinto feliz em poder ajudar meu semelhante". Tanto na defesa quanto na acusação, esclarece que mesmo na acusação "não deixa de ser uma defesa da sociedade".

"O que é preciso no criminalista é que ele conheça a criminologia. Na criminologia não existe acusação existe sempre a defesa. Se ele defende quem matou está defendendo uma sociedade", explica com clareza e sabedoria.

"E quem morreu? Acontece um detalhe muito importante, é preciso que o criminalista tenha em mente o dever de sempre estar na defesa do direito. Por isso que o grande sociólogo Kant dizia - 'O Direito é o olhar de Deus sobre o nosso mundo'. Caso contrário todos nós seríamos favoráveis à pena de morte. Que é uma injustiça em cima da outra. À medida que um país cresce e evolui a pena de morte é eliminada. O que não pode confundir é uma má aplicação da lei e do elemento que é preso", exemplifica um cidadão que fumou maconha e é colocado juntamente com os maiores bandidos e facínoras numa cadeia e costuma dizer que "essa cadeia é uma verdadeira 'pocilga', ela não é escola. Porque o elemento que é preso primeiro precisa receber um exemplo, uma escola e depois ele ter uma vida pontilhada de que o ato que cometeu é errado, ter bom senso, devolver a ele o equilíbrio, devolvê-lo a sociedade. Mas, infelizmente a sociedade não o aceita. Devido o nosso sistema carcerário ser falho, sem estrutura".

Com relação à eutanásia, ele contraria toda e qualquer opinião nesse sentido, diz que "se a ciência médica constata a impossibilidade de vida que seja feita à eutanásia. O sofrimento não é só de quem está no leito para morrer mas é abrangente a toda a sociedade. Sou contra a pena de morte e favorável a eutanásia", conclui. "É preciso que a ciência dê uma condição perfeita para a prática da eutanásia", acrescenta. "Eu sou muito Deísta, não acredito que nosso bom Deus quereria que a pessoa sofresse in eternum, coisas terríveis como ficar aguardando eternamente o seu óbito".

Finaliza afirmando o amor pela sua carreira, "eu quero terminar minha carreira o dia em que Deus me levar para o caixão. Tanto que eu acho a carreira de criminalista bonita, uma das carreiras mais lindas, sem querer diminuir nenhuma outra, por mais difícil que o sistema seja, e quanto mais difícil mais o criminalista deve ser um homem lutador. Lutador contra as injustiças, contra as más autoridades, sem jamais perder as esperanças. E peço a Deus que nunca me deixe perder as forças, aliás, eu não gosto nunca de pedir nada a Deus mas agradecer a Ele de ter essa coragem de lutar para fazer com que a sociedade melhore e melhore sempre em benefício de toda a coletividade".



 

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