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Câncer de Laringe
Publicado no site em 14/06/06
O câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região
da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores
malignos que acometem esta área e 2% de todas as doenças
malignas. Aproximadamente 2/3 desses tumores surgem na corda vocal verdadeira
e 1/3 acomete a laringe supraglótica (ou seja, localizam-se acima
das cordas vocais).
Sintomas
Na história do paciente, o primeiro sintoma é o indicativo
da localização da lesão. Assim, odinofagia (dor
de garganta) sugere tumor supraglótico e rouquidão indica
tumor glótico e subglótico. O câncer supraglótico
geralmente é acompanhado de outros sinais e sintomas como a alteração
na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação
de um "caroço" na garganta. Nas lesões avançadas
das cordas vocais, além da rouquidão, pode ocorrer dor
na garganta, disfagia e dispnéia (dificuldade para respirar ou
falta de ar).
Fatores de Risco
Há uma nítida associação entre a ingestão
excessiva de álcool e o vício de fumar com o desenvolvimento
de câncer nas vias aerodigestivas superiores. O tabagismo é
o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de laringe.
Quando a ingestão excessiva de álcool é adicionada
ao fumo, o risco aumenta para o câncer supraglótico. Pacientes
com câncer de laringe que continuam a fumar e beber têm
probabilidade de cura diminuída e aumento do risco de aparecimento
de um segundo tumor primário na área de cabeça
e pescoço.
Tratamento
O tratamento dos cânceres da cabeça e pescoço pode
causar problemas nos dentes, fala e deglutição. Quanto
mais precoce for o diagnóstico, maior é a possibilidade
de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas psico-sociais.
É necessária avaliação de um grupo multidisciplinar
composto de dentista, cirurgião-plástico, cirurgião
plástico reconstrutivo, fonoaudiólogo, radioterapeuta,
cirurgião e clínico no planejamento do tratamento, fase
de reabilitação e avaliação dos resultados
das modalidades terapêuticas utilizadas.
Além dos dados de sobrevida, considerações sobre
a qualidade de vida dos pacientes entre as modalidades terapêuticas
empregadas são muito importantes para determinar o melhor tratamento.
O impacto de se preservar a voz na qualidade de vida no paciente é
da maior importância, já que a laringectomia (retirada
da laringe) faz com que 30% dos pacientes passe a ter fala esofágica
incompreensível e aproximadamente 50% deles ficam reclusos em
sua residência, perdendo assim seus empregos e se retirando do
convívio social.
De acordo com a localização e estágio do câncer,
ele pode ser tratado com radioterapia ou cirurgia, havendo uma série
de procedimentos cirúrgicos disponíveis de acordo com
as características do caso e do paciente.
Em alguns casos, com o intuito de preservar a voz, a radioterapia pode
ser selecionada primeiro, deixando a cirurgia como resgate quando o
a radioterapia não for suficiente para controlar o tumor.
INCA - Instituto Nacional de Câncer
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