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Brasil reduz em mais de 50% o número de casos
de Aids em bebês.
Publicado no site em 29/11/06
Os novos números da aids no Brasil apontam para uma queda acentuada
nos casos de transmissão vertical, quando o HIV é passado
da mãe para o filho, durante a gestação, o parto
ou a amamentação. A redução é apresentada
no Boletim Epidemiológico 2006, divulgado nesta terça-feira
(21/11), pelo ministro da Saúde, Agenor Álvares, em Brasília
(DF). A publicação é baseada nas notificações
registradas nos serviços de saúde pública e privada
em todo o País.
De acordo com o boletim, a redução foi de 51,5%, entre
1996 e 2005. Naquele ano, foram registrados 1.091 casos. No ano passado,
530 casos. Em 2006, de janeiro a junho, foram notificados 109 casos
nessa categoria.
O número total de casos de aids acumulados entre 1980 e junho
de 2006 é de 433.067. Em 2005, foram registrados 33.142 casos,
com taxa de incidência de 18,0 - a menor desde 2002. A taxa de
incidência é o número de casos registrados em cada
grupo de 100 mil pessoas. Em 2006, nos seis primeiros meses, foram notificados
13.214 casos. Hoje, estima-se que aproximadamente 600 mil pessoas vivem
com HIV e aids no Brasil. Número que permanece estável
desde 2000.
Idosos
Nas pessoas com 50 anos ou mais, observa-se tendência de crescimento
da epidemia. Entre 1996 e 2005, na faixa etária de 50-59 anos,
a taxa de incidência entre os homens passou de 18,2 para 29,8;
entre as mulheres, cresceu de 6,0 para 17,3. No mesmo período,
há aumento da taxa de incidência entre indivíduos
com mais de 60 anos. Nos homens, o índice passou de 5,9 para
8,8. Nas mulheres, cresceu de 1,7 para 4,6.
Sexo e faixa etária
Na população masculina, há discreta queda na taxa
de incidência para cada 100 mil, que era de 22,5 em 1996 e foi
para 21,9 em 2005. Nos adolescentes (13 a 19 anos) e adultos jovens
(20 a 24 anos), as reduções foram maiores, no mesmo período.
Nos adolescentes, a taxa caiu de 2,0 para 1,4. Nos adultos jovens, passou
de 19,2 para 13,3.
Nas mulheres, a taxa de incidência saltou de 9,3 em 1996 para
14,2 em 2005. Há quedas discretas no número de casos em
crianças menores de 5 anos, nas adolescentes e nas adultas de
20 a 29 anos. Nas mulheres com mais de 30 anos, há aumentos em
todas as faixas etárias, confirmando o crescimento do número
de casos de aids na população feminina, observado a partir
da década de 1990.
A razão dos casos de aids entre os sexos vem mostrando sinais
de estabilização nos últimos anos. Em 1985, no
início da epidemia, havia 26,5 casos da doença em homens
para 1 em mulher. Ao longo dos anos, a proporção caiu
constantemente. Em 2005, a razão foi de 1,5 caso em homem para
1 em mulher, número estável desde 2003.
Óbitos
Apesar de os números de óbitos de 2005 serem preliminares,
pode-se afirmar que há queda significativa na taxa de mortalidade
(número de óbitos por 100 mil habitantes), que passou
de 9,6 em 1996 para 6,0 em 2005. De 1980 até o ano passado, o
número acumulado de mortes em decorrência da aids é
de 183.074. Em 2005, houve 11.026 óbitos, confirmando a média
anual de óbitos, observada desde 2000. Em 1996, foram 15.017
mortes.
Categoria de exposição
Nos homens, observa-se diminuição nos casos entre homossexuais
e aumento entre os bissexuais e heterossexuais. Nesse último
grupo, em 1996, o percentual em relação ao número
total de casos foi de 22,5%. Em 2005, passou 44,2%. Nas mulheres, a
epidemia segue com a característica de ser quase que totalmente
de transmissão heterossexual, responsável por 94,5% dos
casos registrados no ano passado.
Entre os usuários de drogas injetáveis (UDI), o número
de casos de aids prossegue em queda constante. Em 1996, os 4.852 casos
notificados nessa população específica, considerando
homens e mulheres, correspondiam a quase um terço do total de
casos de aids registrados. Em 2005, foram registrados 1.418 casos em
UDI - o que representa uma redução de 71%.
Raça e cor
Entre os casos notificados com a variável raça/cor, observa-se
queda proporcional entre os indivíduos que disseram ser brancos
e aumento proporcional entre os que disseram ser pretos e pardos. Em
2000, os homens brancos corresponderam a 59% dos casos de aids. Em 2005,
o índice caiu para 53,5%. Já entre os pretos e pardos,
que em 2000 corresponderam a 40,2% dos casso, em 2005 já eram
45,6%.
Entre as mulheres, caiu o número de casos entre as que se disseram
brancas - de 58%, em 2000, para 51,6%, em 2005. Entre as pretas e pardas,
a proporção passou de 41% em 2000 para 47,5% em 2005.
Sífilis congênita
De notificação compulsória desde 1986, a subnotificação
da sífilis congênita ainda é alta. Com base em estudo
de 2004, o Ministério da Saúde estima que 50 mil gestantes
sejam infectadas por sífilis a cada ano. Desse total, aproximadamente
12 mil crianças nascem com a doença. No entanto, em 2005,
só foram registrados 5.710 casos da sífilis congênita
em bebês. De acordo com o Boletim 2006, há crescimento
da taxa de incidência de sífilis congênita. Em 2000,
a taxa foi de 1,3 caso em cada mil nascidos vivos. Em 2005, foi de 1,9.
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