A cada cinco pessoas, uma está em depressão


Por: UraOnline

Esta postagem foi publicada em 14 de February de 2017 e está arquivada em Saúde.


Os números são alarmantes relacionados à essa patologia mas existe uma boa alternativa de tratamento contra depressão

 

Segundo uma pesquisa desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde, 350 milhões de pessoas no planeta sofrem de um quadro depressivo e o Brasil é considerado o país com a maior taxa de depressão no mundo, com 10,4% da população afetada. Além disso, nos países que estão em conflito ou em situações de emergência, a OMS estima que um em cada cinco pessoas é afetada pela depressão e pela ansiedade. A organização ainda afirma, que a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo. Pouco se fala sobre essa doença séria, que atinge 25% da população das classes C e D e 15% das classes A e B, segundo dados da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Afetivas. “O preconceito com a depressão é a principal causa das mortes por suicídio”, declara Eloiá Hosana, coach de inteligência emocional.

 

A especialista diz que o pior preconceito em relação à depressão, não é o da sociedade, mas o do próprio portador da doença. “Muitas pessoas estão em depressão, mas não assumem e não aceitam isso. Elas têm vergonha de falar sobre o assunto e contar que tomam antidepressivos e, por causa disso, essas pessoas sofrem ainda mais, pois não buscam uma solução, um tratamento e, então, terminam se matando mesmo. A depressão é a queda da produção ou absorção de neurotransmissores – seretonina, noradrenalina, ocitocina – que são responsáveis por te causar sentimentos positivos, portanto, é uma doença biológica que deve ser tratada e levada a sério como qualquer outra”, explica.

 

Segundo dados da IMS Heatlh, a depressão também é a doença mais comum entre adolescentes. “Os pais pecam quando acreditam que é só uma fase de rebeldia, que irá passar, ou pior, que por serem novos ainda, os adolescentes não tem problemas para se preocuparem. Todos nós temos problemas, em escalas diferentes, mas temos. Os adolescentes, principalmente, não tem uma grande noção de futuro, de que um dia irão crescer e aquilo terá ficado apenas no passado e, por isso, se matam. É importante ouvir e agir”, ressalta Eloiá.

 

Quando uma pessoa está em um estágio depressivo, segundo a coach, ela está com o foco em tudo o que não é bom. “Ela não enxerga a esperança e altera o seu senso de realidade para o negativo, vê problema em tudo e, quando não tem um problema, inventa um. Por isso, o processo de coaching pode ser um grande aliado, pois ele trabalha a comunicação e o pensamento da pessoa, através de diversos exercícios, comprovados pela neurociência, que aumentam a produção desses hormônios do bem-estar. É claro, sempre junto a um tratamento psiquiátrico”, comenta a especialista.

 

A coach chama atenção para o fato de haverem depressivos mascarados e, que por isso, as pessoas precisam prestar atenção. “Os conhecidos como ‘workaholics’, trabalham, fazem e acontecem na empresa, mas quando chegam a casa sentem esse vazio enorme e automedicam com álcool. No outro dia, essa pessoa coloca a máscara e volta a trabalhar, como se nada estivesse acontecendo e ninguém percebe que ela está em depressão. Isso também é um gravíssimo problema social, que pode ser evitado quando aquele colega de trabalho vai além do automático ‘bom dia’ diário e realmente procura conhecer o outro”, alerta Eloiá.

 

Para quem está em depressão, a especialista faz um apelo: “É preciso mudar o foco, mudar a lupa do negativo para o positivo, pois há coisas boas além do motivo ruim que te colocou nesse estágio. Quando a sua cabeça começar a te apontar tudo o que está errado, foque em todas as outras coisas positivas que você tem: sua família, seus filhos, amigos e tudo de bom que você já fez. Porque aí sim você vai conseguir reagir à depressão e procurar ajuda”, argumenta.

 

Mesmo ressaltando a procura de um psiquiatra nesses casos e defendendo o uso de medicamentos antidepressivos, Eloiá diz que devemos ser capazes de fabricar as nossas próprias emoções. “O coaching ajuda as pessoas a acessarem suas farmácias internas e criarem novamente o hábito natural de produção desses neurotransmissores em baixa. Isso ocorre através do autoconhecimento e da autoconfiança, que trata o problema além dos antidepressivos, para que a pessoa não fique o resto da vida presa a esses remédios. Por isso, o coaching também serve como um processo preventivo da depressão, porque ele ajuda o indivíduo a despertar todo o seu potencial”, conclui a coach.

 

 

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Eloiá Hosana

Master coach e expert em Inteligência Emocional e Autoestima para Mulheres

http://www.eloiahosana.com.br/



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