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Seções » Moda

CAMISAS, BLUSAS, BATAS E CAMISETAS

Cynthia Costa Pires
- Consultora de Imagem e Produtora de Moda - Fashion Institute of Technology - NYC - USA
- Consultora de Moda - Centro de Educação em Moda - SENAC - São Paulo
- Personal Stylist - Curso Livre/Especialização - Rio de Janeiro - Belo Horizonte
- Etiqueta Empresarial - IETUR - Rio de Janeiro
www.cynthiapersonalstylist.com.br
email: cpadviser@uol.com.br

Publicado em 20/08/08

DELICIOSAMENTE BRANCAS, ADORÁVEIS DE SEREM USADAS, CUSTOMIZADAS OU BASICAMENTE ETERNAS.

Todo mundo adora essa tal da camisa branca. Humm... a blusinha e a bata e a camisetinha, também. Todas são amadas e jamais esquecidas. Também pudera, como esquecer? Como não gostar? Dá vontade de ter uma parte do closet só para elas!

São versáteis, práticas, simples e super fáceis de se coordenar. Você não precisa ter várias para poder ser eternamente feliz. Mas, falemos sério, meia dúzia acaba sendo pouco pela delícia que é usar uma e ter outras prontinhas para abraçarem nossos corpos, multiplicar os looks e despertar muita, mas muita inveja. Exagero?! Que nada. Olhe-se no espelho e saia por aí fazendo doer cotovelos. Mas atenção! Cuidado na lavagem (não se esqueça do álcool junto ao sabão em pó que a faz ficar branquíssima para sempre!). Já ia me esquecendo da maravilha chamada customização.

Uma manga comprida nesse inverno pode se transformar em camisa sem manga e ganhar alguns diferenciais para o próximo verão. Roupa com cara de nova. Nada se perde e tudo pode ser transformado dando a você a possibilidade de possuir uma infinidade de branquinhas que fazem toda diferença, de manhã à noite.

Uma observação importante. Dizem por aí, que a camisa branca não precisa ser branca. Ahn?! Como assim? Ela pode ser off-white, aquele tom de branco horroroso com cara de que não vê uma boa lavação há tempos!!! Fuja dele! Nem caia na conversa de um vendedor que lhe dirá estar na moda ou, que combina com seu tom de pele. Afffeeeeeee, ninguém merece coisa tão fora de propósito. Fique, sim, com as alvíssimas e estará cintilante para valorizar seu tom de pele. Você sabe disso, não é? Com brilho ou sem brilho... mas sempre brancas.

E as camisetinhas? Que paixão!!!... valem todas: regata, com manguinha reta, fofa, três quartos, nervurada, com gola, uma infinidade de modelos, mas... sempre branquinhas.

Brinque com a camisa, camiseta, blusa ou bata brancas. Vá pra frente do espelho e dê asas à sua imaginação, faça variações divertidas. Por baixo da jaqueta, por cima do top, pra dentro da saia, por fora da calça. Fica linda usada por baixo ou por cima de cardigã ou por baixo de vestido sem mangas. Liiindo. Ou apenas como uma chemise despretensiosa e... ousada.

Dê muita ênfase a essa peça que não pode faltar em nenhum guarda-roupa. Clássicos são clássicos, aconteça o que acontecer. Por ser uma peça essencial vale investir um pouco a mais e ter toda a qualidade que a camisa branca pede. Você precisa saber fazer a diferença entre a classuda camisa e as primas remediadas denominadas camisetas e batas, ta?

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Uma curiosidade:
A camisa branca é peça central do estilo americano, tanto quanto o blue jeans. Mulheres pelo mundo todo usam camisas brancas, é verdade, mas é o porte dessa peça que a torna tão essencialmente americana.
A camisa branca, pela força de sua cor, (o branco é a união de todas as cores, um arco-íris, um prisma) fala de uma energia de mangas arregaçadas, de uma atitude direta que não tem tempo para detalhes complicados nem frescuras que não sejam funcionais (exceto a limpeza da peça). Sua cor lhe dá um ar aristocrático enquanto o fato de ser acessível e estar à mão a torna uma peça favorita de todos. Sem exceção! “Ela é uma adaptação da roupa de baixo masculina. As mulheres usavam uma espécie de camisa feminina com a mesma intenção. O que importava era que essa peça de roupa pudesse ser lavada com mais facilidade e freqüência – relativamente falando – do que um vestido ou um casaco, que, no caso das classes ricas, muitas vezes não podiam de modo algum passar por uma limpeza, devido à profusão de bordados e outros ornamentos”.

Ela é e sempre foi despretensiosa, fresca e naturalmente refinada, mesmo quando usada, nos dias de hoje, com um jeans ou um shortinho. Independente de seu tecido mantém o status, levando em conta tão somente sua elaboração.


Ícone da elegância até os dias de hoje, Audrey Hepburn popularizou o uso da camisa branca.


Gabrielle “Coco” Chanel (1935)

Uma das primeiras mulheres a reconhecer o atrativo da camisa simples, branca, de estilo colegial foi Coco Chanel que sempre lutou para se manter única. E ela estava longe do Ideal de beleza da belle époque, por ser magra e morena.

Chanel percebeu que ficava melhor com roupas simples, inspiradas no guarda-roupa masculino, e era inteligente o suficiente para explorar sua descoberta. Adotou e divulgou a camisa branca. Quando outras mulheres viram o quanto essas roupas radicalmente despojadas eram atraentes, elas também quiseram usá-las.

Combinada com os costumes simplificados dos anos de guerra, a camisa branca simples tornou-se uma marca registrada do novo modo de vestir.

A carioca, Anne Fontaine, hoje residente na França ganhou fama não por desfilar nas semanas de moda de Paris e Nova York, a exemplo de Alexandre Herchcovitch e Carlos Miele, nem foi contratada por uma grife já consolidada. Pouco conhecida de seus conterrâneos, Anne construiu um império no exigente mercado de moda parisiense com uma idéia simples: confeccionar camisas brancas. Foi uma visionária quando ajudou o marido francês a reerguer uma fábrica de camisas brancas que houve como herança fazendo do quase perdido, peças de desejo de 10 entre 10 mulheres internacionalmente antenadas. “Descobri que a minha sogra guardava no sótão camisas brancas vintage e contei a ele sobre a tradição no Brasil de usar essa cor no réveillon e no candomblé.” A partir daí, nunca mais parou, nem de trabalhar e muito menos de acumular sucesso. Apesar de mais de 70 franquias pelo mundo o Brasil ainda não foi brindado com uma, e quando alguém deseja adquirir, só encontra na multimarca Avec Nuance, no Rio. Segundo Silvia Chreem, dona da loja, “a camisa branca, hoje, é um curinga no guarda-roupa de qualquer mulher, da despojada à mais sofisticada.

Veja, abaixo, algumas idéias e parta em busca de mais outras para compor seu guarda-roupa.

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Beijos,
Cynthia


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