![]() |
|
| |
|
|
Seções » Especial Essa China é saidinha, viu! Publicado em 28/02/07 Por Franklin Machado O Partido Comunista Chinês fez o mundo inteiro de besta nesta semana. A Bolsa de Xangai caiu quase 9% em um único dia, arrastando consigo as bolsas de todo mundo - só no Brasil o Bovespa caiu quase 7%. Wall Street caiu mais de 3,5% e por aí foi a coisa. Os telejornais e a imprensa mundial refletiu a situação dos investidores em torno do planeta: "Pânico" foi a palavra de ordem. Na verdade - e isto virá à tona gradativamente - é que o Partido Comunista Chinês lançou um balão de ensaio para uma política de taxação sobre ganhos financeiros em bolsas e etc. de cerca de 20%.Como isto foi apenas ventilado pelo mercado chines de capitais, os invesitdores - temerosos de ter suas margens reduzidas em 20% sobre o capital investido em ações no mercado de capitais chinês -venderam suas posições, até o ponto de provocar uma queda em cerca de 800 diferentes ações em Xangai, que perderam em média 10% de seu valor. Mas a coisa não pára por aí: na semana que vem o Partido Comunista Chinês realizará uma reunião com todos seus delegados-comissários a fim de analisar e traçar rumos para a economia chinesa, que precisa parar de crescer - cresceu mais 10% em 2006 - para não provocar o que na verdade já se avizinha: uma avalanche de problemas de gestão. Ou seja: como conciliar alto índice de crescimento e expansão econômica sem uma contrapartida em políticas públicas de melhroias sociais? Uma das medidas que com certeza seria tomada na reunião do partido seria justamente a que provocou o "pânico" dos investidores em bolsas do mundo inteiro: a tal taxação de 20% sobre ganhos financeiros no mercado de capitais chinês. Como tomar esta medida numa reunião oficial do partido e ter que voltar atrás - como já aconteceu nesta semana após o "pânico" - sem macular as estrelas da polítca chinesa? Taí porque o Partido Comunista Chinês resolveu lançar o balão de ensaio dos 20% de taxação nesta semana que está para terminar - e poder voltar atrás sem ter perdas políticas - ao invés de se desgastar decidindo isto de forma oficial e ter a enorme perda estratégica de voltar atrás, oficialmente. |
|
|
|