URASeções
  Ação Social

  Agenda Mensal

  Colunas & Colunistas

  Arte/Cultura

  Culinária

  Dicas de Beleza

  Especial

  Eventos

  Horóscopo

  Moda/Tendências

  Notícias/Destaques

  Saúde

  URA-Divulga

 URAServiços

  Agência de Viagem

  Artesanato

  Ateliê

  Cabeleireiros

  Cartões

  Clínica Veterinária

  Cursos

  Dentista

  Diversão

  Escolas

  Fotografia

  Imóveis

  Informática

  Jornais

  Locadoras

  Moda/lojas

  Molduras

  Hotel/Pousada

  Pneus

  Projeto Cultural

  Supermercado

  Telefonia

  Terapeutas
 URATempo
 Cotações
   * Dólar
   * Índice
   * Juros

 CURRÍCULOS


Principal |  Uberaba em Foco | Boletim URA OnlineAnuncie!
 
Seções » Especial

Pragas e Doenças da Carambola

Publicado em 04/06/07

QUEM É A MOSCA-DA-CARAMBOLA?

Conhecida cientificamente como Bactrocera carambolae, essa praga é considerada uma das mais destrutivas moscas-das-frutas e ataca várias frutíferas, tais como carambola, manga, caju, laranja, grape-fruit, tangerina, jambo vermelho, etc.

COMO E QUANDO ELA CHEGOU AO BRASIL?

Foi introduzida na América do Sul através do Suriname, tendo sido identificada no Norte do Brasil, alcançando o Amapá em março de 1996.

Prevê-se que a mosca-da-carambola chegue inicialmente ao Pará, e depois se disperse em direção a outras regiões brasileiras mais densamente povoadas e com maior cultivo de frutíferas.

QUAL O SEU CICLO DE VIDA?

A mosca apresenta, durante o seu ciclo de vida, as seguintes fases: ovo - larva- pupa - adulto. As fêmeas colocam seus ovos sob a casca de frutos novos. Deles nascem as larvas, cujo desenvolvimento ocorre na polpa, o que a torna imprópria tanto para consumo de fruta fresca, como para a industrialização.

Após completar o seu crescimento, as larvas saem do fruto para se transformarem em pupa no solo, aí permanecendo nessa fase por 10 a 12 dias, quando então nascem os adultos, com asas de coloração amarela, que reiniciam o ciclo.

QUAIS OS PREJUÍZOS QUE CAUSA À FRUTICULTURA?

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América estima que o Brasil poderá perder 5% da produção de laranja, caso não seja realizado o controle dessa praga nos pomares, quando atingir as áreas de produção. Considerando apenas laranja e manga, o País poderá ter prejuízos da ordem de 18,3 milhões de dólares anuais.

Malavasi(1996) estima que as perdas na produção de frutas causadas pelas moscas-das-frutas, entre elas a da carambola, ultrapassem a 2 bilhões de dólares anuais. "Essas moscas representam o maior problema fitossanitário da fruticultura mundial, diminuindo a colheita, aumentando os custos de produção e dificultando o comércio de frutas frescas entre os países".

No Havaí, ao lado da mosca-do-mediterrâneo (Ceratitis capitata), a mosca-da-carambola é considerada a espécie que mais causa prejuízos à fruticultura. A espécie B. dorsalis, a mais próxima da B. Carambolae, tem na sua lista de hospedeiros mais de 150 tipos de frutas de todas as famílias de plantas.

No Brasil, entre as culturas mais prejudicadas, caso a mosca-da-carambola se instale em definitivo, está a dos citros, já que temos o maior parque citrícola mundial.

COMO ATACA OS FRUTOS?

As larvas das moscas-das-frutas podem destruir totalmente a polpa dos frutos, tornando-os imprestáveis para o consumo. Elas perfuram os frutos para colocar os ovos, formando um orifício, local onde ocorre o apodrecimento, uma característica bem marcante da dispersão dessa mosca, observada no Suriname, é o chamado efeito túnel: a praga estabelece-se ao longo das rodovias, onde ocorrem agrupamentos, como vilas, escolas, igrejas, atraídos pelos frutos de jardim, quintais e pequenos pomares.

QUAIS AS AÇÕES DE CONTROLE QUE DEVEM SER TOMADAS?

Malavasi(1996) afirma que, embora a mosca-da-carambola seja uma espécie muito destrutiva, sua erradicação é relativamente fácil e de baixo custo, quando comparada com outras espécies, como a mosca-do-mediterrâneo.

O método denominado de aniquilação de machos foi largamente utilizado no Japão para a erradicação da mosca, de suas ilhas meridionais, e tem sido bastante efetivo na eliminação da espécie dorsalis na Califórnia (EUA). Ele consiste na atração de machos adultos por um composto ou atrativo sexual, o metil-eugenol. O uso da isca tóxica, que combina esse composto com um inseticida poderoso, seria um eficiente processo de erradicação da mosca-da-carambola.

Segundo Ribeiro (1996), já foram iniciados, em 1995, os trabalhos de monitoramento (instalação de armadilhas) dessa praga, pelo Ministério da Agricultura, nos Estados do Amapá e Pará, com a colaboração da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e do Governo dos Estados Unidos da América. Esse monitoramento deverá ser ampliado para todos os municípios do Amapá, Pará, Amazonas e Roraima.

O Ministério da Agricultura também intensificou o controle de trânsito de material hospedeiro e está agindo para sensibilizar o governo Francês a realizar um Programa de controle efetivo da praga na Guiana Francesa (Fronteira com o Brasil). Malavasi declarou, ainda, que desde a chegada da mosca-da-carambola ao Suriname, pouquíssimas ações foram tomadas para impedir a entrada dessa praga em outras regiões da América do Sul, Central e, principalmente, no Brasil.

Em 1991, a mosca já havia sido detectada em Albina, fronteira com a Guiana Francesa, e a lista de frutíferas hospedeiras atacadas não parava de crescer.

Caso nenhuma ação efetiva de controle seja desencadeada em nosso País, a mosca-da-carambola poderá se difundir em duas direções principais: a primeira para o Nordeste e a segunda em direção ao Sul, através da rodovia Belém/Brasília. Os trânsitos rodoviário e aéreo entre o Pará e o restante do País poderão ser responsáveis pela dispersão muito mais rápida da praga. Com isso, em poucos anos, ela poderá atingir os cultivos de frutíferas do Estado de São Paulo.

Fonte: TODA FRUTA


Leia + Especial