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Vamos Conversando

VIVER NÃO É PARA AMADORES

José Amaral Neto  - Jornalista
www.cql.com.br/jancom
e-mail: joseamaralneto@gmail.com
Publicado em 07/10/2008


E a América do Norte parou. Arriados numa manobra extraordinária, o partido do governo americano deu um tiro no pé ao levar para o próprio bolso eleitoral o peso de uma decisão que deveria ser em favor do mundo que eles teimam em dizer que lideram. E as bolsas de valores sucumbiram. E muito dinheiro sumiu.

Habilmente a presidenta da Câmara dos Deputados colocou a pá de cal para minar Bush e Cia. Passando a discussão adiante, agora capitaneada pelos democratas e, assim mostrar ao povo americano que os democratas estão preparados para salvar a América e o mundo. Show é com eles mesmos.

O mundo, ora o mundo, que espere e agüente o tranco.

A isso se junta a falta de intuição do povo brasileiro que vê sua língua ser alterada. Pode parecer pouco o que se está a fazer. Mas pense: o Brasil é a única ex-colônia em todo o mundo que se livrou do colonizador já com sua própria língua.

Somente o Brasil é mais de uma vez o conjunto do restante dos países em que se fala o português de Portugal – inclusive Portugal. Não seria mais apropriado que a língua falada no Brasil fosse a diretriz? É assim que se forjam os líderes – A Terra da Santa Cruz está num continente de mais de uma dezena de países onde o espanhol é dominante e nunca sofreu influências limítrofes. Continua a falar o português do Brasil – a língua Brasileira.

A cidade de Uberlândia recebe um grande evento sobre Agrobioenergia capitaneado pela Universidade Federal de Uberlândia – e o que se vê é uma divulgação e acesso à informação longe da magnitude que é a iniciativa. Uma Universidade tem a missão de formar pessoas; entretanto, sua função precípua deve ser o de fazer se parte da cidade que a acolheu. Usando seus equipamentos de ensino que são os eventos públicos, acadêmicos ou não. Seus laboratórios e institutos funcionando na produção de pesquisas, mas estas sendo informadas ao povo que a financia através da carga tributária que sustenta a burocracia do serviço público ao qual faz parte.

Falar sobre energia é ver e projetar o futuro numa perspectiva de qualidade de vida melhor e harmônica.

A partir de 2009 uma nova janela será aberta na reitoria da Universidade Federal de Uberlândia, e ninguém espera com isso uma Stanford ou uma Columbia, mas que no mínimo seja o nascedouro de novas iniciativas em favor de chances de parcerias com as indústrias, empresas e grandes investidores.

Recentemente a coluna VAMOS CONVERSANDO chamou a atenção dos deputados federais Gilmar Machado, Elismar Prado e João Bittar, para que estes fossem signatários de um projeto de lei que modifique a lei de doação financeira a instituições de ensino e pesquisas no Brasil. Em Pindorama o doador paga imposto para doar. E isso inibe investimentos privados, e parcerias com grandes corporações e doadores independentes em projetos e pesquisas globais.

China e Índia já entenderam isso. E Cingapura e Coréia do Sul são exemplos dessa inciativa.