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Um dos grandes problemas da educação no Brasil não é a ausência de investimento, mas é ver esse dinheiro ir para as mãos de quem produz conteúdo desinteressante ás necessidades das pessoas e do desenvolvimento do conhecimento. Um dos grandes problemas da educação no Brasil não é a ausência de investimento, mas é ver esse dinheiro ir para as mãos de quem produz conteúdo desinteressante ás necessidades das pessoas e do desenvolvimento do conhecimento. Quando se fala em COTAS, ou acesso universitário, pensa-se em enquadrá-lo como benesse a gente de qualidade intelectual questionável – é bom lembrar que as melhores e mais proeminentes universidades do mundo são particulares e seu acesso é por COTAS. Sejam elas através do SAT norte-americano, bem como as compensações européias que vêem desde o pré-primário. Aqui não se fala em copiar o que eles fazem, mas fazê-lo ante a necessidade de criar um meio e não um fim. A desdita é antes de tudo uma ferramenta alimentada pelos "cursinhos" ampliando sua penetração, e assim seus lucros. Mesmo com uma bolsa, o aluno "desses cursinhos particulares" que dominam o acesso à universidade pública e gratuita, acumulam para seus pais uma despesa média de R$ 800,00 (oitocentos reais) mês. Ora, se uma situação dessas é construída porque não exigir que as faculdades particulares comecem a oferecer como manda a lei de mercado, e dos homens, cursos de qualidade e que paguem por isso. Não é o ensino público em si que é ruim – é a falta de competência que compromete o sistema de ensino a começar pelas faculdades particulares que não são cobradas. O ensino público precisa ser melhorado, mas o ensino particular precisa se adequar. Não é o aluno do ensino público quem busca acesso facilitado – são as pessoas que tem uma melhor condição financeira que sempre querem do estado o seu aparelhamento – elitismo acadêmico. Pesquisas disponíveis na internet mostram que alunos egressos de acesso especifico são altamente competitivos e tem melhores notas que outros julgados melhor preparados. Hoje a produção de jovens que sabem apenas para passar no vestibular ocupa o espaço de quem quer vivenciar a realidade e estudar para aprender e praticar. Boa parte dos jovens que estão na universidade não sabem o que é, e que fim levou Zaratustra. Na cidade de Uberlândia um capitulo a parte: a eleição para reitor deu o tom de como se comportam as pessoas que tem o saber, ou seja, as forças políticas da cidade se movimentaram e, muito bem podem ser identificadas a partir da orientação partidária de seus candidatos a reitor: chapa 3 PT de ala ligada ao Deputado Federal Gilmar Machado; chapa 1 PP do Prefeito Odelmo; e a vencedora chapa 2 PSDB próxima ao deputado Estadual Luiz Humberto Carneiro. É bom lembrar que essas mais de 10000 (dez mil) pessoas que votaram para reitor da UFU exercem influencia como formadores de opinião e, isso pode oferecer informação preciosa para aqueles que buscam a vitória em 05 de outubro. A escolha de lado é uma reserva – uma cota – que cabe a cada cidadão escolher aonde quer ficar e mostrar a cara. Você já observou quantas vagas para estacionar carros tem nos campi´s das Universidades Públicas e Gratuitas?
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