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Olha só a notícia que recebi por e-mail: "Há alguns dias os meios de comunicação divulgaram notícias sobre as cerimônias religiosas em torno da chegada do dedo de Buda à Coréia do Sul, local onde ficaria exposto à visitação dos budistas por 42 dias. O pedaço de osso foi descoberto numa câmara escondida do Templo Famen, na China, em 1987, aonde é considerado tesouro de estado. Acreditam os fiéis que se trata do dedo médio da mão esquerda de Sidarta Gautama, fundador do budismo há 2500 anos. O dedo viajou da China até Seul encerrado em cofre de jade, cristal, prata e ferro, escoltado por 108 budistas. Cerca de mil budistas celebraram uma cerimônia de despedida do dedo, no templo Famem de Xian (centro do país) que guarda habitualmente a relíquia." Cara, que coisa mais fascinante! Um dedo venerado. Lembrei-me imediatamente
das cabeças dos cangaceiros expostas à visitação
num museu do nordeste durante anos. Eram objetos de visitação
- e até veneração - por milhares de pessoas. Alguns
anos atrás, numa catedral em Brugge, na Bélgica, vi um
pequeno recipiente venerado, pois dizem conter um pouco do sangue sagrado
de Jesus. O cadáver de Lênin está lá na Rússia,
exposto num mausoléu para visitação pública.
Não sei se é venerado. O pênis do cadáver
de Napoleão Bonaparte desapareceu. Roubado talvez por um admirador.
E o cadáver inteiro de Eva Perón foi roubado também,
ficando pra lá e pra cá na Argentina durante anos, motivo
de veneração. No Museu do Ipiranga tem uns cachos de cabelo
de um dos dois D. Pedros... E assim vai. O homem encontra formas sempre
interessantes de demonstrar sua fé.
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