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Meu texto Orgulho e Vergonha causou. Escrevi sobre o orgulho
que tenho de pertencer à zelite. Orgulho do que conquistei
com meu esforço honesto. Orgulho por ter educação
superior, por ter em casa mais de dois aparelhos de televisão,
por ter dado um automóvel a meu filho quando ele completou 18
anos, etc... Foi o que bastou para que os ideologicamente estressados
invadissem minha caixa postal. Um esquerdopata escreveu dizendo que
tudo que consegui foi explorando o trabalho dos pobres. Outro escreveu
que tudo que conquistei com meu trabalho honesto ao longo de 25 anos
não são direitos, mas privilégios. Um terceiro
me pediu para parar com essa hipocrizia... Eu já
esperava, pois sempre que escrevo denunciando a hipocrisia do discurso
esquerdopata eles caem de pau. Mas desta vez senti uma diferença.
A reação não foi apenas folclórica, orquestrada
pelos perfeitos idiotas latino-americanos. Foi também fruto de
um certo analfabetismo funcional, dos que lêem e não entendem
o que lêem. Essas pessoas julgaram uma ofensa eu achar que sou
bem sucedido. Enxergaram em meu texto apenas os televisores que tenho.
Não conseguiram (ou não quiseram) entender que usei os
aparelhos de televisão como exemplo para atacar uma certa pregação
que começa com professores, passa por segmentos da mídia
e servidores públicos, chega aos ministérios e termina
no Presidente Lula. O discurso que prega que a culpa de nossas mazelas
sociais é do neoliberalismo, do governo militar,
do imperialismo norte-americano, da escravidão,
de entidades inimputáveis, indefiníveis e intangíveis.
A culpa é de ninguém. Ou do governo anterior. Ou melhor,
dazelite. E que zelite é essa afinal?
Se for a esportiva é Pelé, Romário, Oscar? Se for
a artística é Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Bibi
Ferreira? Se for a endinheirada são os Diniz, os Moraes, os Safra?
Se for a intelectual é Marilena Chauí? A jornalística
é Alberto Dines, Mino Carta e os Frias? Se for a elite política
é o Lula, o Gabeira, o FHC? Se for a classe média
sou eu, você e seu vizinho? Afinal, que elite é essa na
qual estou incluído e que está sendo sumariamente condenada
a assumir a culpa? Tenho orgulho sim de ter viajado por 30 dias à Europa, ter duas filhas formadas da USP. Uma delas é mestre em Engenharia, com curso no Japão e está fazendo doutorado. Outra é Bacharel em Educação Física. Sou de família humilde, mas enquanto outros ficavam no bilhar jogando eu saía da faculdade às 23 horas e as 04:10h pegava o ônibus para ir trabalhar em São Miguel. Detalhe, minha residência era em São Bernardo do Campo. Valeu a pena? Lógico que valeu, hoje vejo o resultado e posso me orgulhar de que tudo que consegui foi de forma honesta e com muito esforço. Pelo discurso esquerdopata o sr. Barbosa é dazelite.
Cresceu explorando o trabalho dos mais pobres, é culpado por
aquele mendigo ali na calçada e deve ter vergonha do que tem.
O dinheiro em si não é nem bom nem mau. Tudo depende do uso que dele fazemos.(...)Para fazer boas escolhas econômicas incluindo as escolhas das formas da utilização do dinheiro todo indivíduo deve olhar para além da oferta e da procura e para além das tabelas de juros, na direção dos ensinamentos religiosos, filosóficos e da literatura. O principal fundador da moderna Economia, Adam Smith, foi um professor de filosofia moral. Para usarmos bem o dinheiro, precisamos entender (como fez Smith) que acima das leis da Economia, há as leis da moralidade. Pois é. O Estanqueiro deu a pista. A elite que deveria ser discutida
é a elite moral. E nessa, para horror deles, eu me
incluo com orgulho. |
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