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Desde que comecei a falar em marketing pessoal, sempre captei com algum tipo de incompreensão das pessoas sobre o que significa essa expressão, que embora pareça se auto explicar, ainda sofre de um entendimento indevido do que de fato seja. O maior equívoco ocorre em decorrência de muitos quererem considerar o marketing pessoal, meramente uma ferramenta para aprimorar a promoção pessoal. Alguns diriam que marketing pessoal é se vestir bem e adequadamente ou ainda tratar bem as pessoas. Não raro, podemos ouvir frases feitas do tipo Você precisa fazer bem o seu Marketing Pessoal!...!, o que nos faz pensar em nós mesmos como empresário e empresa e que devemos disponibilizar um bom produto para consumo, associado de preferência a bons serviços. Embora esse pensamento em nada esteja errado, ele carece de maior significância e abrangência, já que convenhamos, o mundo está cheio de pessoas que se vestem bem, apresentam-se bem, tratam bem aos outros, se relacionam razoavelmente, mas ainda assim, falta-lhes algo fundamental: ATITUDE! Pode-se viver uma vida inteira e sendo uma pessoa ótima e de quem todos gostem. Mas será isso o que dá sentido à vida? Eu afirmo com toda convicção que é preciso mais. Para que possamos marcar nossa presença e passagem de forma positiva é necessário que tenhamos uma vida edificante e edificar é construir, realizar... Fazer coisas das quais possamos nos orgulhar. Com a vida é assim, podemos viver de sol a sol, dia após dia, ou podemos interferir com ela, cutucando, provocando e fazendo acontecer. É necessário que se criem condições de interagir. Sem decisão, sem opinião ou sem participação, como isso poderia ocorrer? Daí a importância de colocar a atitude como algo fundamental ao avanço, ao novo e ao crescimento em nossas vidas. E o quê pode ser mais importante do que o conjunto de atitudes em nossa vida. Como já afirmei neste espaço são eles quem ditarão nossos sucessos e insucessos, nossa capacidade de realizar ou não, de conquistar ou de morrer querendo... Portanto, para vivermos e aproveitarmos a vida com todas as suas dores, cores e sabores, temos de recheá-la de decisões e atitudes. Caso contrário estaremos sempre vivendo sob a égide do quase e do se que nos fazem dizer e viver frases por vezes incômodas: Quando consegui... Quase terminei... Quase conquistei... e ainda Se eu tivesse feito isso... Se eu tivesse falado aquilo... Se... Se... Se... e a vida vai transcorrendo em interjeições que não nos levam a lugar nenhum e nem tiram ninguém do imobilismo. Agora saber porque parece difícil tomar certas atitudes. Ilustro: porque para tomar atitude, devemos decidir. E nem sempre queremos fazer isso. Medo do fracasso, medo de errar, medo das conseqüências, medo... medo e mais medo. Insistimos em não querer sair da nossa agradável zona de segurança. Romper o limiar do tempo que exige decisões e atitudes e a letargia de ficar pensando, refletindo e analisando eternamente as questões a nossa volta é o que causa a diferença entre pessoas que seguem em frente e pessoas que brincam de estátua. Entre atores e eternos expectadores que insistem em apenas assistir a vida passar pelas suas janelas. Por tudo isso é que considero a mudança do título
desta coluna. Exercer o Marketing Pessoal é sem dúvida
bom. Melhor será se ao conjunto de nossas posturas e forma como
nos relacionamos com todos a nossa volta, seguirem-se atitudes condizentes
com nossas palavras, pensamentos e idéias. Que a ação,
a motivação e a iniciativa de fazer sejam grandes e fiéis
colaboradoras nesta jornada. E que em tudo e para com todos possamos
ser práticos, sinceros e objetivos, sem perder de vista nossa
a grandeza de espírito, o discernimento e a vontade de aprender.
Que tal diminuir ou até eliminar as pendências em sua vida
e tomar aquela decisão que há tempos você está
adiando? E para reflexão de hoje: Aquele que tudo adia,
nada deixará concluído, nem perfeito.(Goethe).
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