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Seções » Colunas
Recebi de um leitor, o Alberto, um texto instigante. Lá pelas
tantas ele escreveu: Há um mês fiz uma entrevista
numa agência de emprego aqui no Rio de Janeiro. Passei por todo
aquele ritual já conhecido. No meu currículo estava toda
a minha história profissional. Só que a entrevistadora
disse que a empresa que iria me contratar não queria saber da
minha vida há 15 anos. Apenas dos últimos 6 anos. Ora,
minha vida não se resume a 6 anos. Minha vida é tudo aquilo
que realizei, até atividades fora do âmbito profissional.
Fui empacotador de supermercado, office-boy, jogador de futebol, pegador
de bola de tênis e garçom. Em todas essas atividades, desenvolvi
muitas habilidades, dentre as quais posso destacar: como empacotador,
desenvolvi a capacidade de organização. Como office-boy,
desenvolvi a capacidade de comunicação; como jogador de
futebol desenvolvi a capacidade de saber que em grupo existe complexidade
de comportamentos, pensamentos e sentimentos. E também a capacidade
de trabalhar com grupos numerosos. Como pegador de bola de tênis
desenvolvi a capacidade de estar no lugar exato, para que o jogo de
tênis não pare; como garçom desenvolvi a habilidade
de saber atender bem. Esqueci que também trabalhei como técnico
em eletrônica, o que me ajudou a desenvolver a habilidade de não
julgar precipitadamente um problema, sem conhecê-lo por completo.
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