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Nada pode ser mais relevante e interessante socialmente em comunidade do que promover permanentemente o desenvolvimento humano. O envolvimento de universidades (públicas e privadas), governo federal, estadual e municipal, e empresários é fator importante para consolidar bases que coloquem a economia criativa como agente transformador da melhora da qualidade de vida em uma cidade. Como é do conhecimento público, na Inglaterra existe um Ministério para a Economia Criativa. Num ano eleitoral é preciso visualizar na "persona candidato", se este veste e pratica o empreendedorismo educacional na acepção ampla de pensar a escola a partir da criança. O desenfrear na sublocação de diplomas universitários tem aumentado a orda de pessoas cujo pensamento se limita ao "ctrl C e ao ctrl V", abastecido pelo senhor Google. O ex-ministro Rubens Ricupero colocou o tema economia criativa na agenda do comércio mundial quando era secretário da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio Mundial). A FAAP em São Paulo encampou essa iniciativa e um curso sob sua coordenação começa a ser planejado. A educação exige professores antenados com o mercado de trabalho. E assim poder oferecer aos seus educandos perspectivas realistas sobre quais são as opções de atuação profissional de colocação imediata com boa remuneração. Quantos dos empresários uberlandenses poderiam adotar uma escola pública e investir nela retornando o que de bom esta cidade tem lhe ofertado com o sucesso de seu empreendimento? Adotar uma escola não é dar computador e livros. Não adianta doar uma biblioteca sem funcionários adequados e professores que queiram utilizá-la. Não adianta oferecer a leitura diária ou semanal de exemplares de jornal se os alunos não podem transformar esse esforço numa referência curricular. Não adianta doar computadores sem o devido aproveitamento de suas ferramentas em favor da própria escola e principalmente da comunidade da qual ela faz parte. Uberlândia sempre ignorou a vanguarda de seus intelectuais, mas um pólo de cinema aqui não seria difícil montar. Os grupos teatrais da cidade tem competência profissional para irem além das apresentações festivas e sim, treinar e qualificar cenógrafos, produtores, iluminadores, atores, coreógrafos, roteiristas e muito mais agregado ao ensino – isso é dotar o cérebro de possibilidades e sair do lugar comum. Num país onde o ensino público pede cotas para poder usar uma universidade pública e a classe mais abastada se sente ultrajada por isso – é hora de tornar lúdica a vida. Num país onde uma grande rede de supermercados troca o queijo de pizzas artesanais passada a data para consumi-las, e lava salsichas com prazo de validade vencidos para reapresentar ao consumidor - é hora de tornar lúdica a vida. Num país onde se glamourisa um segundo ou terceiro lugar numa competição e se esquece que a luta é pra ficar em primeiro – é hora de tornar lúdica a vida. É preciso aproveitar oportunidades e fazer uma leitura da realidade municipal – assim se constrói um país. É preciso melhorar a articulação de mecanismos de participação que contemplem estratégias e fujam das obviedades, banalidades e pegadinhas de marketing.
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