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Seções » Colunas

Psiquiatria
FOBIA INFANTIL
Dr. Daniel Santos Hercos,
membro titular da Associação Brasileira de Psiquiatria
Home Page: www.danielhercos.com.br
e-mail: dasahe@terra.com.br
Publicado em 27/07/06

As fobias infantis estão ligadas a um temor injustificado e não racional de objetos, seres ou situações. A falta de lógica é percebida pela criança em graduações diversas, mas independente destas a mesma torna-se impotente vendo inibido o seu campo de ação.

Os temores são típicos da infância. Seus sintomas parecem ocorrer com regularidade no desenvolvimento de toda a criança, não há aquela que em determinado momento, não tenha tido medo de ficar sozinha, no escuro, ou perto de animais. Em sua mente estar sozinha é um perigo real, mas ela não tem medo das ameaças objetivas as quais não sabe avaliar. Por exemplo ao receio do escuro pode dizer que quando alguém fala fica tudo mais claro. Na verdade não é o desamparo concreto que lhe angustia, mas a insegurança emocional, que não sabe descarregar sem ajuda alheia. Faz parte da apreensão do real um certo receio pela existência do perigo, já que o mundo infantil é magico e tudo é possível!

Grande número de fobias se cura espontaneamente com a evolução da criança. Entretanto não raramente faz-se necessária a abordagem psicoterápica e o uso de baixas dosagens de antidepressivos e ansiolíticos. Os pais são responsáveis pela busca profissional para o socorro e amparo dos filhos, estes por vezes se entregam a miragens sedutoras, idéias

sem fundamentos, omissos por covardia ou fragilidade. Deixam de pegar nas mãos as rédeas da afetividade e do amor e isso pode não ter volta.
Considerando a gravidade desta doença que impõe o medo na alma infantil, amar é dar os meios para se adquirir uma personalidade equilibrada! As relações entre pais e filhos envolvem laços amorosos onde o essencial nem sempre pode ser compartilhado: a descoberta e o medo são solitários. Porém numa conversa, num olhar ou gesto de amor pode-se abrir uma fresta!

"Pais e filhos poderão assim espiar as belezas da vida colocadas na abertura entre os limites de cada um, inocentes das fatalidades e dos acasos brutais que separam suas delicadas emoções!"