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A pergunta que se faz é quem maneja os cabos de onde balançam
os aflitos? A questão da qualidade de vida envolve vários
segmentos da sociedade; um misto de tragédia e pantonimia se
desenrola aos nossos olhos atônitos. O tempo voa e precisamos
preparar um terreno melhor para o futuro, quando o desalento ou a decepção
expõe nossos enganos, devemos ter boa vontade e reconhecer, é
necessário construir! Amadurecer em nossos erros! Seguir o espiral
continuado em que se propõe nossa existência intelectiva.
É tão mais fácil bancar a vítima do universo,
que faz mil armações para nos ferrar; dos outros que querem
nos prejudicar, e assim por diante... A honradez implacável da busca pela melhora social é uma revolução que se exterioriza do íntimo de cada um e faz a descência coletiva. Angustia-me a negligência; da qual não sei se escapo, desta questão grave que para alguns nunca chega a ser um drama, mas que é tão fatal quanto balas perdidas ou tiros intencionais: a exclusão do outro no naufrágio dos nossos sentimentos temerários, onde reina a idéia da contaminação pela miséria alheia. A vida seduz, encanta, cria mil disfarces para nossa sobrevivência
emocional; fortalecidos em nossos escapes continuamos nossa marcha,
quase sempre abandonando aqueles que não conseguem nos seguir,
afinal, parece que precisamos fazer a escolha no campo fantástico
dos mais férteis sentimentos; que urge nossa defesa interior.
Estar aberto ao outro representa um risco: podemos ser invadidos, consumidos
ou mesmo sofrermos uma implosão da alma; no temor do irreversível
estamos fechados numa paranóia de agregados! |
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