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Psiquiatria
BRASIL;
ENTRE A DOR DA ALMA E O CAMINHO DO MEIO
Dr. Daniel Santos Hercos, membro titular da Associação
Brasileira de Psiquiatria
Home Page: www.danielhercos.com.br
e-mail: dasahe@terra.com.br
Publicado em 01/09/06
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Decidi escrever este artigo ao observar o misto de tristeza, desalento
e perplexidade das pessoas ao referirem à política do
país nos dias atuais. Percebo o brasileiro acorrentado a esta
grande incerteza, que se coloca na infinita encruzilhada da sorte, obrigado
a escolher pelo voto entre o bem e o mal.
Na verdade, nem sequer sabemos se existem boas pessoas, aquelas ditas
confiáveis. Assim, seria mais fácil evitar; fazer do nulo
um ato de não contaminar valores íntimos e pessoais. Hoje,
estamos submetidos ao trato de governantes que nós mesmos escolhemos.
Somos culpados? Acredito que não conhecíamos as virtudes
destes homens que ao corromper assolam nossa auto estima. Muitos foram
apontados e assumiram seus erros, talvez verdadeiramente contaminados
pelo sistema. Porem faltaram em não se redimir, por deixar de
fazer o compromisso ético e moral de conduta ao prosseguir sua
atuação ou mesmo renunciar ao "Poder Publico".
Somos filhos de uma sociedade cristã com princípios e
identidade de relativa solidez. Ser dominado por aquilo que não
nos pertence machuca nossa alma, deixa feridas difíceis de cicatrizar.
Ou estaríamos enganados, cegos ao não perceber que elegemos
realmente uma representação do nosso povo com feridas
em flancos abertos e total descompostura?
Digo, a diversidade dos brasileiros pode ser mais forte e coesa que
sua representação política. Em nossa história
mantivemos o maior território e ainda somos a nação
com maior riqueza em todo hemisfério sul do planeta. O Brasil
é o orgulho da civilização portuguesa! Não
podemos omitir neste momento a escolha de nossos governantes, não
seria prudente e nem ato honrado. Sim, devemos marchar em milhões
rumo às urnas para enfrentar a grande batalha de votar nos menos
ruins; pois dizem e creio que na política não existem
"imaculados" e "bonzinhos".
Acreditar nos homens públicos e sua capacidade de ação
não basta para solucionar nossos problemas. Os chineses constroem
do outro lado do mundo aquela que está predestinada como a maior
economia do planeta. A china mostra seu modelo, a massa do bilhão
de pessoas que com trabalho honrado constroem um gigante econômico
independente da integridade de seus políticos.
Definitivamente, temos nossa luta própria diante da impotência
momentânea, talvez o maior consolo seja fazer um balanço
positivo da realidade que vivemos. Poderia ter sido pior; precisamos
buscar nossa essência por baixo da lama que inunda nosso cotidiano.
Falo do trabalho honesto, do amor e da esperança que nos levaria
a suportar sem submeter e daria exemplo de ética e honradez às
gerações mais novas.
Existe um caminho do meio. O homem pode ser maior que a instituição,
quando nesta falta solidez de valores e nele sobram virtudes. PRECISAMOS
REERGUER DO ÍNTIMO, NO PULSAR DE NOSSAS EMOÇÕES
O MAIS PROFUNDO SENTIMENTO: DIGNIDADE, AQUELA QUE NOS ELEVA AO DIZER
QUE MELHORES DIAS VIRÃO SEM DEPENDER TOTALMENTE DA ORDEM SOCIAL
DITA POLÍTICA.
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