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Psicologia
CASAMENTOS QUE SÃO UM "SUCEXO"..
Lisete Resende, Psicóloga Clínica, Vice-presidente
do Forum dos Articulistas de Uberaba, Assessora de Imprensa da Casa
do Folclore, e Diretora de Projetos e Marketing da Fundação
Cultural de Uberaba.
e-mail: liseteresende@hotmail.com
Publicado em 10/08/2007 |
"Compartilhar ideologias é mais importante que se dar bem
na cama", disse o psiquiatra H.S. del Nero, sobre onde e como encontrar
a felicidade conjugal. Ou seja, não há Kama Sutra, afrodisíacos
ou atletismo sexual que consiga substituir a comunhão de objetivos,
a possibilidade de trocar opiniões, fazer planos, conversar sobre
visões de mundo. Muitos homens morreram de rir pensando que só
podia ser coisa de gringo mesmo, já que por aqui, as questões
epidérmicas sempre foram prioridade, e a visão de um corpão
faz mais milagre do que uma visão ideológica qualquer.
Para o homem, a opinião da mulher é coisa sem nexo, seus
desejos e sentimentos são complexos, e só há um
lugar para ser feliz com uma mulher: no sexo.
Desde os tempos mais remotos, eles não pareciam se preocupar
em compartilhar idéias, trocar opinião sobre táticas
de guerra ou discutir Aristóteles e suas mulheres viviam para
servir os maridos, para esperá-los na volta das batalhas. Eles
se fixavam em outro tipo de investimento conjugal, buscavam preservar
apenas o que consideravam seu verdadeiro patrimônio e, com sua
visão de mundo, criaram um "segura casamento":os cintos
de castidade, que protegiam suas mulheres de quê? De sexo.
Os tempos mudaram, os vestidos encurtaram, apareceram as pílulas
e os homens inventaram um cinto de castidade subjetivo, trocando o nome
do hímem por "honra". Uma mulher poderia até
desgraçar uma família e ser devolvida pelo marido, se
houvesse ousado ter...sexo. A grande apoteose da sua vida era o casamento,
onde finalmente teriam direito a conhecer o tão proibido, o tão
fantástico e misterioso mundo...do sexo. E não havia a
menor possibilidade de tentar um aproximação ideológica
ou ao menos de dizer que, daquele jeito não era bom, que outra
vez não, que queriam conversar um pouco antes, sem que seu marido
a desejasse, a achasse sexy fosse lá fazendo caretas, gritando
ou tentando fugir do hotel. Lua de mel era para ...sexo.
Mas um dia as mulheres puseram um basta no "se não marchar
direito vai preso no quartel".Com uma simbólica fogueira
de soutiens o quartel pegou fogo, e ninguém deu sinal. Inventaram
o "vamos discutir a relação", o "cala a
boca já morreu" e que "sem carinho, sem conversa",
só iria fazer sucesso na música do Chico. Elas agora queriam
sedução, sua parte nos bens, sua liberdade para se posicionar,
para formular sua visão de mundo e sua parte de prazer no...sexo.
E assim, em pé de igualdade em independência, opinião,
sexo e liberdade, eles queriam ser feliz com um homem, se emocionar,
manter o amor por esses seres que ficavam felizes com um pouco de gemido,
uns "a, e, i, o, uuu" entoados em sustenido algumas vezes
por semana. Pensaram em colocar nos homens uma tarja preta, e liberar
apenas com receita médica...
E a solução estava em algo bem mais simples e menos drástico,
questão de saber apenas incrementar a vida a dois com algo mais
duradouro, mais emocionante, mais excitante. E foi assim que as mulheres
trouxeram para casa as questões doutrinárias, a troca
de opinião e os diálogos. Se na sua casa você ainda
não conseguiu viver essa divertida aventura, conversar com o
próprio marido sobre ideologias, use uma arma simples: tenha
sempre na cabeceira um grande frasco de aspirinas. Se ele não
aprender a conversar, dê preferência a elas...
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