URASeções
  Ação Social

  Agenda Mensal

  Colunas & Colunistas

  Arte/Cultura

  Culinária

  Dicas de Beleza

  Especial

  Eventos

  Horóscopo

  Moda/Tendências

  Notícias/Destaques

  Saúde

  URA-Divulga

 URAServiços

  Agência de Viagem

  Artesanato

  Ateliê

  Cabeleireiros

  Cartões

  Clínica Veterinária

  Cursos

  Dentista

  Diversão

  Escolas

  Fotografia

  Imóveis

  Informática

  Jornais

  Locadoras

  Moda/lojas

  Molduras

  Hotel/Pousada

  Pneus

  Projeto Cultural

  Supermercado

  Telefonia

  Terapeutas
 URATempo
 Cotações
   * Dólar
   * Índice
   * Juros

 CURRÍCULOS


Principal |  Uberaba em Foco | Boletim URA OnlineAnuncie!
 

Seções » Colunas

Psicologia
CASAMENTO NÃO É PAPO PRA MIM
Lisete Resende, Psicóloga Clínica, Vice-presidente do Forum dos Articulistas de Uberaba, Assessora de Imprensa da Casa do Folclore, e Diretora de Projetos e Marketing da Fundação Cultural de Uberaba.
e-mail: liseteresende@hotmail.com
Publicado em 05/11/2008

Estar solteiro hoje tem sido uma opção cada vez mais comum, o estado civil que mais cresce na preferencia nacional. Pessoas começam a considerar essa hipótese fascinante e, a opção de abandonar a condição de ímpar, tem passado antes por uma loooonga e criteriosa escolha. A necessidade de garantir provisões afetivas, a mola propulsora da formação de pares, agredia com fortes dores de solidão e desamparo qualquer um que não conseguisse achar uma alma gêmea. Mas, aos poucos, eis que o compromisso vem abrindo espaço para o ficar, para o namorar e viver um amor do tipo “até que”...o raiar do dia nos separe.

A idéia mais próxima de casamento que alguns conseguem ter é a de empurrá-lo lá para o final da lista de compromissos a assumir, deixando para pensar nisso quando toda a diversão de solteiro já estiver perdendo a graça e as realizações financeiras e profissionais já não forem mais desafios a conquistar.

Todo esse movimento contra o amor com dedicação exclusiva é uma idéia recente, um fenômeno pós progresso. A geração que adotou esse comportamento é a dos nascidos pós anos 70, filhos de pais dos pós anos 50, pais que foram jovens numa época em que uma revolução de costumes estava acontecendo no mundo, mas que, infelizmente, devido à educação da época, não podia ser vivida concretamente. Todas aquelas novidades só podiam ser sonhadas, altamente desejadas. Era preciso manter tradições, instituições, ou correr riscos de ser banido dos meios sociais.

Dizem que os sonhos não envelhecem e todos aqueles desejos de mudanças sonhados pelos pais, impossibilitados de serem vividos pela ainda repressora educação da época, foram legados aos filhos. Alguém precisava experimentar todo aquele mundo novo, pleno de liberdade, que ficou retido no desejo. E começaram as providências necessárias, condicionando os filhos a evitarem ao máximo se aprisionarem num casamento, oferecendo-lhes além de apoio financeiro, muitas provisões emocionais. “Ide e dominai ... o pedaço!”

A “velha” geração, apesar de encontrar substitutos para viverem seus sonhos, encontrou muita dificuldade em ser feliz nos seus próprios relacionamentos já que uma parte de si estava contaminada com os sonhos de liberdade. Quantos são os que vivem suspirando, sonhando com mudanças e exibindo aos filhos a própria frustração. Nos momentos daquelas inevitáveis brigas reclamam “veja filho, isso é o casamento”. Jamais irão dizer essa frase naqueles momentos de cumplicidade do casal, ou depois daquelas noitadas excepcionais...

Assim, aos herdeiros da idéia “casamento não é papo pra mim”, outras grandes mudanças estão acontecendo. A adolescência está se alongando, a tolerância encurtando, a capacidade de manter vínculos diminuindo, o egoísmo aumentando... e eles vão ficando solteiros. Andando sempre em grupos, buscando prazeres efêmeros, os “avulsos” mimados esperam um dia serem convencidos a serem par através de um verdadeiro e grande amor. Esperam Super Homens ou Cinderelas, alguém auto suficiente em afetos, com o máximo de qualidades e um mínimo de exigências. E, mesmo assim... lááá pra frente...