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Quantas pessoas há neste mundo que não se importam com
nada, pessoas "sem vida", quase invisíveis, opacas,
superficiais... Pessoas que vivem e se relacionam superficialmente,
que não se aprofundam nas emoções, não se
responsabilizam pelos seus atos, sempre colocando a culpa nas situações,
nos outros ou em Deus.
Quem vive na superficialidade é alguém que, ao invés
de lutar para vencer, entrega os pontos antes da luta, mostra-se fracassado,
e, como mero expectador da vida, cria para si um perfil de perdedor.
E, como não se interessa nem por si mesmo e muito menos pelos
outros, não se comunica direito, não presta atenção
no que ouve e não diz mais que meia dúzia de palavras
sérias... o resto, só brincadeiras, só superficialidades...
Pessoas superficiais têm uma tendência ao negativismo e
costumam criar expectativas muito pessimistas para a vida, e depois,
se comprazem com as suas crenças autorealizáveis - "Eu
não falei que ia acontecer isso?... Eu sabia que não ia
dar certo...". Elas são indiferentes e apáticas,
não levam a vida a sério e são mestras em julgar
e criticar, tudo na base das suas superficiais suposições.
Não acreditam em sonhos e projetos e, como são preguiçosas
no pensar e no agir, deixam que a vida as leve, e, como diz o grande
filósofo Sêneca, "não há vento favorável
para aquele que não sabe aonde vai".
Se você se sente assim, sem direção, sem disciplina,
sem vontade de ser o dono da sua história, mas está percebendo
que é hora de mudar e assumir o leme da sua vida, então,
comece assumindo-se como um ser humano com qualidades e normais defeitos...
aceite-se, e pare de fugir de si mesmo. A superficialidade nos relacionamentos
demonstra um medo muito grande de se envolver e de se conhecer melhor.
Relaxe... deixe-se levar em um profundo mergulho em seu interior, em
seus mais secretos medos e sentimentos, e veja que, ao se aprofundar
em suas próprias emoções, você vai se descobrir
um ser humano incrível, cheio de potencialidades para sonhar
e vencer!
Veja neste conto, de autor desconhecido, como a indiferença e
a falta de comunicação nos relacionamentos - até
os mais banais - pode causar transtornos: "O dono da casa abriu
a porta e viu o amigo que há tanto tempo não encontrava.
Estranhou que ele viesse acompanhado por um cão forte, saltitante
e com um ar agressivo. Cumprimentou o amigo, e, enquanto isso, o cão,
aproveitando a saudação, entrou casa adentro. Logo um
barulho na cozinha demonstrava que ele tinha virado qualquer coisa.
O dono da casa encompridou as orelhas. O amigo visitante, porém,
nada... O cão passou pela sala, entrou no quarto e novo barulho,
desta vez de coisa quebrada. Houve um "sorriso amarelo" do
dono da casa, mas perfeita indiferença do visitante. O cão
saltou sobre um móvel, derrubou um abajur, logo pisou com as
patas sujas no sofá e deixou as suas marcas pelo tapete. Os dois
amigos, tensos, agora fingiram não perceber. Por fim, depois
de uma rápida conversa, o visitante se despediu e já ia
saindo quando o dono da casa perguntou: 'Não vai levar seu cão?'
E o visitante, surpreso, respondeu: 'Cão? Ah, cão! Oh,
agora estou entendendo... Não é meu não. Quando
eu entrei, ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que
fosse seu'."
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