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Alegro-me, cada dia mais, ao perceber como as pessoas têm buscado
aprender e crescer emocional, material e espiritualmente. Isto é
uma evidência de que estão acordando para a vida e para
a responsabilidade de suas próprias escolhas.
Entretanto, existe ainda muito forte nos seres humanos um sentimento
imobilizador que é o medo da crítica. Quantas pessoas
passam a vida escondidas em suas prisões internas? São
aqueles indivíduos tímidos ou os humildes que não
têm a coragem devida para exporem os seus talentos e as suas habilidades
- muitas naturais e outras adquiridas a custo de muito trabalho ou estudo.
É... o medo da crítica paralisa as ações
e pessoas assim não conseguem realizar nada inovador e criativo,
muito menos quebrar paradigmas, porque provavelmente serão censurados
em suas idéias.
O que tenho observado, também, é que as pessoas que mais
temem as críticas são justamente aquelas que mais criticam
os outros, enxergam os defeitos antes das qualidades e pendem para a
maledicência.
Em relação ao medo de ser criticado, procure mudar o seu
ponto de vista, vendo a crítica como um impulso para que você
seja melhor e realize melhor o seu trabalho. Encare cada crítica
como um novo desafio para o seu crescimento e o seu sucesso. Se ficar
só recebendo elogios, você corre o risco de se acomodar,
o que é muito perigoso.
Então, para que a crítica não atrapalhe o seu desempenho,
fortaleça a sua auto-estima e a sua autoconfiança. Dê
sempre o melhor de si, abra-se para novas aprendizagens e procure ver
os seus adversários ou inimigos - se os tiver - como pessoas
capazes de abrir os seus olhos para possíveis erros e motivá-lo
a realizações cada vez mais nobres.
Conta uma lenda que "havia um rabino que era adorado na sua comunidade,
todos ficavam encantados com o que dizia, menos um homem que não
perdia uma chance de contradizer as interpretações do
rabino, apontar as falhas de seus ensinamentos. Os outros ficavam revoltados
com o tal homem, mas não podiam fazer nada. Um dia esse homem
que contrariava o rabino morreu e durante o enterro a comunidade notou
que o rabino estava profundamente triste. Alguém perguntou e
ao mesmo tempo afirmou: 'Por que tanta tristeza? Ele vivia colocando
defeitos em tudo que o senhor dizia e fazia.' E o rabino, sabiamente,
respondeu : 'Eu não lamento pela pessoa dele, eu lamento por
mim mesmo. Enquanto todos me reverenciavam e procuravam não discordar
de mim, ele era o único que me desafiava e eu era obrigado a
melhorar. Agora que ele se foi tenho medo de parar de crescer...' "
Concluindo, pense bem: só há um meio de não ser
criticado por ninguém: ser um "nada" na vida. Será
que compensa?
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