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Ah, que impaciência com a minha impaciência! É verdade,
tenho pensado muito neste tema, nos últimos dias, dobrando a
minha vigilância sobre este sentimento negativo e me esforçando
mais para combatê-lo. Sim, porque junto com a impaciência
vem a ansiedade, que se transforma em medo, que nada mais é do
que falta de fé. Veja que "bola de neve" que se forma
se nos permitirmos contaminar pela insegurança e a impaciência.
E a vida é assim mesmo: muito esforço, muita garra e uma
extrema necessidade de paciência para ver os resultados aparecerem.
Se você também anda impaciente, procure entender que essa
pressa por soluções mágicas tem muito a ver com
uma infância sem esforço, em que todos os desejos eram
realizados sem espera... Isso não é bom para o ser humano,
porque a vida de verdade, fora do nosso ninho, é bem diferente.
Só com muito trabalho e muito preparo é que conseguimos
ver a realização de nossos projetos. Há que se
ter paciência e perseverança, sempre.
Para um temperamento ansioso é necessário um trabalho
de desenvolvimento da confiança - em si mesmo, nos outros e em
um Poder Superior que a tudo dirige e que espera o melhor para todos
nós. Geralmente a pessoa impaciente por natureza é perfeccionista
e não aceita as suas limitações e muito menos as
dos outros. Falta ao impaciente a certeza de que fazendo bem feita a
sua parte, o resto vem por conseqüência. É a Lei de
Causa e Efeito que rege todos os nossos passos por esta vida.
E se você até hoje não encontrou o sucesso que tanto
busca e, apesar de seus esforços e batalhas, ainda não
teve o reconhecimento que merece, lembre-se: todas estas adversidades
estão lhe fortalecendo para que, ao atingir o sucesso, você
seja tão resistente que nada - nenhuma crise ou tragédia
- possa abalar a sua estrutura. Veja que bela história vou contar,
de forma resumida, para ilustrar este tema, do autor Jean Paul Barnier:
"Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo
'hobby' era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Mas
o que mais me chamava a atenção era o fato de que ele
jamais regava as mudas que plantava. E com isso, notei que suas árvores
estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi perguntar-lhe
se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem,
pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso,
ele me descreveu sua fantástica teoria: se regasse suas plantas,
as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre
esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele
não as regava, as árvores demorariam mais para crescer,
mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da
água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas
mais inferiores do solo. Assim, as árvores teriam raízes
profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Disse-me
ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores,
com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre
acordadas e atentas... Vários anos depois, ao retornar do exterior,
fui dar uma olhada na minha antiga residência e percebi, então,
um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho havia realizado
seu sonho! O interessante é que aquele era um dia de um vento
muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas,
como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno. Entretanto,
notei que as árvores do médico estavam sólidas,
praticamente não se moviam, resistindo, implacavelmente, àquela
ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela
qual aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo
sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um
modo que o conforto e o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
(...) Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos
fazer é pedir para desenvolvermos raízes fortes e profundas,
de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem,
resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos
para longe."
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