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Positivo

Como enfrentar os aborrecimentos
Eliana Barbosa

Consultora em Desenvolvimento Humano
Home Page: www.elianabarbosa.com.br
e-mail: elianaconsultora@terra.com.br
Publicado em 29/08/2005

Você já percebeu, no seu dia-a-dia, quais são as lições advindas das suas dificuldades e dos aborrecimentos inevitáveis? Se não, comece a observar que a vida sempre traz ensinamentos nos mínimos detalhes do nosso cotidiano... E, como grande parte dos problemas que temos não podemos fugir deles, a conclusão é que é melhor enfrentá-los no início do que esperar que voltem mais poderosos e complicados.

O primeiro passo na solução das suas dificuldades é ter aceitação, porque revoltas e lamúrias só levam ao negativismo e à coleção de novos problemas. É verdade! Aceite-os e comece, então, a reunir os fatos, selecionando as causas e as possíveis soluções. Depois, exerça o seu direito de escolha e decida pela melhor solução. E aí, é hora de agir e tomar providências responsáveis, que lhe trarão a certeza de que você fez o melhor que pôde.

Um dos grandes problemas que a Humanidade vem enfrentando é a dificuldade nos relacionamentos, principalmente, familiares. Os jovens de hoje, na sua impetuosidade e vontade de se libertarem mais cedo, já não ouvem mais seus pais e, grande parte deles, se frustram, quando, mais tarde, descobrem que a família que rejeitaram sempre foi e sempre será o seu esteio, o seu alicerce. Vejo, hoje, muitos pais aflitos por não conseguirem exercer o seu compromisso sagrado de educarem seus filhos para uma vida melhor. Os filhos, por sua vez, cada vez mais ingratos e cobradores, julgando-se o centro do Universo, cheios dos seus direitos e ignorantes dos seus deveres... É realmente muito triste...

Porém, como eu disse no início deste texto, que os pais que passam por esses problemas possam se lembrar de que até os mais angustiantes momentos sempre trazem uma lição e os fazem melhores seres humanos. Aprendam a não idealizar os seus filhos, planejando por eles o seu futuro. A idealização é uma fonte de frustrações, tanto para os pais quanto para os filhos que não conseguem corresponder às expectativas paternais. Eu acredito que o grande desejo que devemos ter para os nossos filhos é que sejam saudáveis, honestos e trabalhadores, e, conseqüentemente, felizes. E, se ainda não colocam em prática os valores que lhes ensinamos, que possamos saber esperar, pacientemente, exemplificando o melhor para eles, em todas as oportunidades.

E, concluindo, lembre-se que seu filho não é você, portanto, deixe de se aborrecer e se envergonhar pelos erros dele, pelo comportamento dele, porque um dia, para ele amadurecer, vai ter de enfrentar as conseqüências dos seus atos e você, pai ou mãe, poderá estar, amorosamente, ao seu lado para apóia-lo, e não para sofrer por ele.

Para que você entenda melhor a minha opinião, escolhi esta bela lição, de autor desconhecido, intitulada "Como faço para não me aborrecer?": "'Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto raiva das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.' 'Pois viva como as flores', advertiu o mestre. 'Como é viver como as flores?', perguntou o discípulo. 'Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimentos. Exercitar, pois, a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores! E não corra atrás das borboletas, cuide do seu jardim e elas virão até você'"