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Positivo
Complexos que destroem
Eliana Barbosa
Consultora em Desenvolvimento Humano, articulista de jornais e de
revistas de circulação nacional, autora dos livros
ACORDANDO PARA A VIDA Lições para sua
transformação Interior e O ENIGMA DA BOTA
Enfrentando a sucessão empresarial com equilíbrio
e sabedoria (ambos da Novo Século Editora), produtora
e apresentadora de programas motivacionais em TV e rádio,
e ministra palestras e cursos transformacionais sobre desenvolvimento
pessoal e profissional por todo o país.
Home Page: www.elianabarbosa.com.br
e-mail: elianaconsultora@terra.com.br
Publicado em 26/07/2006 |
Os tipos de sentimentos que mais atrapalham o nosso crescimento pessoal
e profissional são os complexos, tais como complexo de inferioridade,
complexo em relação ao tamanho e ao peso corporal, em
relação às capacidades intelectuais e outros sentimentos
negativos de abandono, perseguição, o complexo de culpa,
e outros.
Os complexos são típicos de pessoas que não se
aceitam e não aceitam a própria vida que levam. São
revoltadas, porque estão gordas ou magras demais, porque são
pobres, porque não têm estudos como gostariam de ter, estão
desempregadas, são baixinhas ou altas demais, etc. Não
aprenderam a se apreciar como são, a se respeitarem com as suas
qualidades e naturais limitações. Os complexados são
indivíduos muito negativos que vivem da comparação
com as demais pessoas. E a dor do complexo costuma incomodar muito,
fazendo com que a pessoa se afaste dos amigos e se isole da sociedade,
pouco a pouco.
O mais lamentável, porém, é que a maioria dos complexos
que conhecemos são infundados, são criações
da própria mente da pessoa, que tem a sua auto-imagem distorcida,
destruída talvez pela falta de aprovação durante
o seu crescimento. Ouviu tantas críticas e desaprovações
durante a infância e a adolescência, que se tornou um indivíduo
pessimista e negativo em relação a si mesmo e aos outros.
Não percebe que o encanto de cada ser humano está sempre
nas suas diferenças, naquilo que ele mostra de especial e não
nas padronizações que são pregadas pelas propagandas
- corpo magro, pele jovem e sem rugas, etc.
Os complexos, especialmente os ligados à aparência física
são extremamente prejudiciais nos relacionamentos afetivos, porque
a pessoa não se abre para o amor e para os carinhos quando está
se sentindo inferior ou feia diante do seu parceiro. E somente um trabalho
de resgate da autoconfiança e do seu amor-próprio poderá
reverter esta situação. O fato é que o verdadeiro
amor só acontece para quem se ama verdadeiramente.
Este tipo de complexo em relação ao corpo, muitas vezes
é tão atuante na vida da pessoa, que se torna uma obsessão,
uma doença, que hoje é conhecida por "dismorfofobia",
ou seja, medo de uma própria deformidade imaginária. Casos
muito sérios são relatados, principalmente sobre jovens
meninas acometidas por Anorexia e Bulimia - transtornos alimentares
ligados às distorções da auto-imagem. Olham-se
no espelho e vêem-se sempre acima do peso real que elas têm...
Alem do mais, é preciso considerar também os complexos
que as pessoas carregam ao longo da vida e transferem, de forma inconsciente,
para os seus filhos, na forma de frustrações, irritabilidade,
culpas sem fundamento e, as crianças com tais exemplos no lar,
crescem inseguras do seu valor e aprendem a viver sempre na base da
comparação, o que pode se tornar um enorme problema, quando
chegam à adolescência.
Muitos adolescentes, para não se sentirem excluídos da
turma, e para esconderem os seus complexos, alguns aprendidos com seus
pais, não conseguem dizer "não" às más
companhias, às drogas e aos demais vícios, numa busca
constante de aprovação.
Guarde bem: dar espaço para os complexos é abrir portas
para as comparações que destroem a sua auto-imagem. Quando
você não compara, toda a inferioridade e superioridade
desaparecem e aí, você descobre a importância de
ser você mesmo!
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