![]() |
|
| |
||
|
Seções » Colunas
Auto-estima: o passo inicial para quem quer viver em um mundo melhor. É ter apreço por si mesmo, consideração com o seu próprio eu. É saber que, apesar de todos os percalços da vida, a pessoa tem o seu próprio valor, é única e especial. A auto-estima parece ser um sentimento simples, mas, na realidade, não é fácil de cultivá-lo, uma vez que, depois de tantos agrados na nossa mais tenra idade, começam os bloqueios, as censuras, as críticas dos pais, familiares e também dos professores. E, a partir desse momento, a criança, com os poucos recursos de entendimento que tem, começa a se enxergar como alguém incapaz, inadequado e inseguro. Sendo assim, ela cresce com a firme determinação de agradar aos outros, para se sentir adequada à vida que leva. Cresce aprendendo a falar "sim", quando quer dizer "não", só para se sentir aceita e amada. E passa, muitas vezes, uma vida inteira de insatisfação, engolindo desaforos e humilhações e achando tudo isso muito natural, porque não aprendeu a desenvolver em si mesma o auto-respeito ("Eu mereço ser bem tratado..."), nem a autoconfiança ("Eu sou capaz...") e muito menos, o amor e o carinho por si mesmo ("Eu me amo, me admiro e me nutro de confiança e afeto"). Todos os grandes problemas que a Humanidade enfrentou e enfrenta nos dias de hoje, como a violência, os vícios e os desregramentos em geral, são decorrentes de uma grande falta de amor-próprio e auto-apreciação. A melhoria da qualidade de vida em nosso mundo está diretamente ligada à necessidade de aprendermos a cultivar a nossa auto-estima e reforçar a auto-estima dos que nos cercam. Todos nós, seres humanos, queremos ser importantes, para os outros e para a vida, mas bem poucas pessoas sabem e assumem essa realidade, ocultando-se atrás de uma falsa humildade. Pessoas com baixa auto-estima costumam passar a vida toda escondendo talentos que possuem, com o pretexto de que não querem parecer orgulhosas perante a família e a sociedade ou até porque, no condicionamento que tiveram na infância, acreditam que não podem ser melhores do que seus pais. Na realidade, todos nós, como habitantes de um mundo cuja tendência é a evolução, temos por obrigação sermos melhores do que os nossos pais, intelectualmente, moralmente e materialmente, e os nossos filhos, melhores do que nós. Caso contrário, como poderemos melhorar este abençoado planeta em que vivemos? Para desprogramar a baixa auto-estima, preciso é que valorizemos muito o nosso presente, com sentimentos de confiança no próprio merecimento e a certeza de que a vida nos oferece exatamente aquilo que dela esperamos. Então, que possamos nos programar positivamente, todos os dias, dizendo: "Eu mereço o melhor. Tudo está bem em meu mundo". Embora muitas vezes isso ainda não seja verdade em sua vida, o seu cérebro, cuja função é acatar tudo o que lhe é dito sistematicamente, vai acreditar nas palavras promissoras e vai providenciar uma forma de fazer cumprir o que você determina. É difícil de acreditar, não é? Mas vale a pena fazer essa experiência. Aprenda, também, a isolar de sua vida os sentimentos do passado (culpas e mágoas) e os sentimentos do futuro (medos, ansiedades e preocupações). Concentre-se só no hoje. Acorde, olhe-se no espelho, admire-se como pessoa, e diga a si mesmo o quanto o ama, e o quanto sabe que você merece que este novo dia seja melhor do que ontem. Combata em si mesmo o medo de crescer e o medo de ser feliz. Estamos neste mundo com o dever de respeitarmos e amarmos o nosso corpo, santuário da nossa alma, e colaborarmos para o progresso da Humanidade. O entusiasmo, que do grego significa "inspiração divina", é um grande aliado no resgate da auto-estima. Busque se entusiasmar com a sua pessoa, com os seus projetos, com as suas habilidades. Aprenda a cuidar de sua pessoa com o mesmo amor e carinho que você sabe dar para os seus entes queridos. A partir do momento que a pessoa passa a se respeitar e amar, não precisa mais correr atrás do amor e admiração dos outros. O seu olhar, o seu andar e o seu falar ficam tão encantadores, que todos começam a notar a sua presença e as suas qualidades. Para complementar essas idéias, transcrevo uma parte do discurso feito por Nelson Mandela (nascido em 1918), por ocasião de sua posse como Presidente da África do Sul, em 1994: "Nosso medo mais profundo não é o de que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais. É a nossa luz, não a nossa escuridão que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: ´Quem sou eu para ser brilhante, alegre, talentoso e fabuloso?´ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Fazer menos do que você pode não serve para o mundo. Não há luz no fato de você se encolher para que outras pessoas se sintam seguras com você. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Ela está não só em alguns de nós, está em todos nós. E à medida que deixamos a nossa própria luz brilhar, nós, inconscientemente, damos permissão aos outros para fazerem o mesmo. À medida que nós nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, liberta os outros." |
||
|
|