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É espantoso como a agressividade anda às soltas! Na vida
familiar, na vida social, na profissional, por todos os lados enfim,
temos notícias de pessoas que não sabem se relacionar
pacificamente com os outros, só sabem gritar e agredir verbal
ou fisicamente. Com certeza, são pessoas que estão com
as emoções em desequilíbrio, com a auto-estima
em frangalhos e com uma raiva da vida muito intensa. Descontam nos outros
as suas frustrações ou as seus problemas existenciais
mal resolvidos, como se as outras pessoas tivessem o obrigação
de aceitarem pacificamente as agressões. A atitude agressiva,
seja de quem for, é inaceitável, sempre foi e sempre será.
Quem tem o seu amor-próprio desenvolvido e uma autoconfiança
elevada jamais se permite ser tratado agressivamente.
A agressividade é um comportamento típico de quem não
tem argumentos, daqueles que não são bons comunicadores
e que não têm habilidade para se relacionar bem com os
outros. Indivíduos inseguros, ciumentos, egoístas, além
dos ansiosos e preocupados precisam observar os seus atos impulsivos,
a sua impaciência e a intolerância que podem se manifestar
por palavras ou atos agressivos. A pessoa violenta é aquela que
tem dificuldade de lidar com as objeções, não aceita
um "não" como resposta e enfrenta as adversidades com
revolta e acusações. Para ela, a culpa é sempre
do outro... Outro fator agravante nos relacionamentos violentos é
a ingestão de álcool e o uso de drogas, que desencadeiam
distúrbios de comportamento ainda mais sérios.
Portanto, é preciso uma observação cuidadosa nas
atitudes, principalmente das crianças e dos jovens. A agressividade
é sempre um sinal de alerta para os familiares para que tomem
uma postura firme diante dos fatos, assumindo os seus problemas e procurando
apoio médico e psicológico para superarem estes problemas
que, se não tratados, podem gerar grandes aborrecimentos futuros
para todos os envolvidos.
Quem é irritado e agressivo é um forte candidato à
solidão porque não há relacionamento que sobreviva
em meio à violência e ao desrespeito. Há um conto
de autor desconhecido que descreve duas crianças construindo
um castelo de areia na praia e que, repentinamente, uma forte onda reduziu
o castelo em areia e espuma. Ao invés de caírem no choro,
depois de tanto trabalho, elas correram para a praia, de mãos
dadas, fugindo da água, rindo e começaram a construir
outro castelo. E o autor encerra assim: "Compreendi que havia recebido
ali uma importante lição: tudo em nossa vida, todas as
coisas que gastam tanto de nosso tempo e de nossa energia para serem
construídas, tudo é passageiro, tudo é feito de
areia; o que permanece é o relacionamento que temos com as outras
pessoas. Mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir
ou apagar o que levamos tanto tempo para construir. E, quando isso acontecer,
somente aquele que tiver as mãos de alguém para segurar
será capaz de rir e recomeçar."
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