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Como é fácil para algumas pessoas perceber os defeitos
dos outros!!! Que habilidade perversa essa - a de enxergar nos outros
os seus erros, comentá-los e, por vezes, lamentavelmente, até
aumentar o que viram!
Você sabe por que alguns indivíduos ainda insistem em se
ocupar com a vida alheia? Porque ainda não descobriram que podem
e devem marcar um encontro com eles mesmos, olhar para dentro deles
mesmos e descobrirem que são também seres humanos carentes
de compreensão e que, como todo mundo, têm virtudes e defeitos.
O problema é que enquanto eles se voltam para ver os defeitos
daqueles que os cercam, eles conseguem fugir das suas próprias
dificuldades e, ao comentarem os erros dos outros, camuflam os seus
próprios erros, colocando-se como melhores e superiores.
Existem pessoas que só sabem ser generosas com aqueles que estão
sofrendo ou que são problemáticos, porque, assim, elas
estão sempre "por cima". No trato com as pessoas bem
resolvidas, elas são frias, indiferentes e críticas, devido
ao devastador sentimento de inveja que ainda domina suas emoções
e por não perceberem aí uma oportunidade de se beneficiar
com exemplos construtivos.
A grande verdade é que julgar é muito perigoso e a maledicência
é um pernicioso hábito que cria energias pesadas em torno
do maledicente, porque, consciente ou inconscientemente, ele sabe que
está "plantando" sementes doentes para a sua futura
colheita.
Conta uma antiga história que certa vez, em uma cidade do interior
do Brasil, um padeiro foi ao delegado e deu queixa do vendedor de queijos
que, segundo ele, estava roubando, pois vendia oitocentos gramas de
queijo e dizia estar vendendo um quilo. O delegado pegou o queijo de
um quilo e constatou que só pesava oitocentos gramas e mandou
então prender o vendedor de queijos sob a acusação
de estar fraudando a balança. O vendedor de queijos, ao ser notificado
da acusação, confessou ao delegado que não tinha
peso em casa e, por isso, todos os dias, ele comprava do padeiro - seu
acusador -, dois pães de meio quilo cada. Colocava-os em um prato
da balança e o queijo em outro e, quando o fiel da balança
se equilibrava, ele então sabia que tinha um quilo de queijo.
O delegado, para tirar a prova, mandou comprar dois pães na padaria
do acusador e pôde constatar que os dois pães que deveriam
pesar um quilo juntos se equivaliam ao peso do queijo - oitocentos gramas.
Concluiu o delegado, portanto, que quem estava fraudando a balança
era o mesmo que estava acusando o vendedor de queijos.
Eliana Barbosa
- Consultora em Desenvolvimento Humano, articulista de jornais e de
revistas de circulação nacional, autora dos livros ACORDANDO
PARA A VIDA Lições para sua transformação
Interior e O ENIGMA DA BOTA Enfrentando a sucessão
empresarial com equilíbrio e sabedoria (ambos da Novo Século
Editora), produtora e apresentadora de programas motivacionais em TV
e rádio, e ministra palestras e cursos transformacionais sobre
desenvolvimento pessoal e profissional por todo o país.
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