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Positivo

O perigo de julgar

Home Page: www.elianabarbosa.com.br
e-mail: elianaconsultora@terra.com.br
Publicado em 09/04/07


Como é fácil para algumas pessoas perceber os defeitos dos outros!!! Que habilidade perversa essa - a de enxergar nos outros os seus erros, comentá-los e, por vezes, lamentavelmente, até aumentar o que viram!
Você sabe por que alguns indivíduos ainda insistem em se ocupar com a vida alheia? Porque ainda não descobriram que podem e devem marcar um encontro com eles mesmos, olhar para dentro deles mesmos e descobrirem que são também seres humanos carentes de compreensão e que, como todo mundo, têm virtudes e defeitos. O problema é que enquanto eles se voltam para ver os defeitos daqueles que os cercam, eles conseguem fugir das suas próprias dificuldades e, ao comentarem os erros dos outros, camuflam os seus próprios erros, colocando-se como melhores e superiores.

Existem pessoas que só sabem ser generosas com aqueles que estão sofrendo ou que são problemáticos, porque, assim, elas estão sempre "por cima". No trato com as pessoas bem resolvidas, elas são frias, indiferentes e críticas, devido ao devastador sentimento de inveja que ainda domina suas emoções e por não perceberem aí uma oportunidade de se beneficiar com exemplos construtivos.

A grande verdade é que julgar é muito perigoso e a maledicência é um pernicioso hábito que cria energias pesadas em torno do maledicente, porque, consciente ou inconscientemente, ele sabe que está "plantando" sementes doentes para a sua futura colheita.

Conta uma antiga história que certa vez, em uma cidade do interior do Brasil, um padeiro foi ao delegado e deu queixa do vendedor de queijos que, segundo ele, estava roubando, pois vendia oitocentos gramas de queijo e dizia estar vendendo um quilo. O delegado pegou o queijo de um quilo e constatou que só pesava oitocentos gramas e mandou então prender o vendedor de queijos sob a acusação de estar fraudando a balança. O vendedor de queijos, ao ser notificado da acusação, confessou ao delegado que não tinha peso em casa e, por isso, todos os dias, ele comprava do padeiro - seu acusador -, dois pães de meio quilo cada. Colocava-os em um prato da balança e o queijo em outro e, quando o fiel da balança se equilibrava, ele então sabia que tinha um quilo de queijo. O delegado, para tirar a prova, mandou comprar dois pães na padaria do acusador e pôde constatar que os dois pães que deveriam pesar um quilo juntos se equivaliam ao peso do queijo - oitocentos gramas. Concluiu o delegado, portanto, que quem estava fraudando a balança era o mesmo que estava acusando o vendedor de queijos.

Eliana Barbosa - Consultora em Desenvolvimento Humano, articulista de jornais e de revistas de circulação nacional, autora dos livros “ACORDANDO PARA A VIDA – Lições para sua transformação Interior” e “O ENIGMA DA BOTA – Enfrentando a sucessão empresarial com equilíbrio e sabedoria” (ambos da Novo Século Editora), produtora e apresentadora de programas motivacionais em TV e rádio, e ministra palestras e cursos transformacionais sobre desenvolvimento pessoal e profissional por todo o país.