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Positivo

Oportunidades perdidas

Home Page: www.elianabarbosa.com.br
e-mail: elianaconsultora@terra.com.br
Publicado em 16/02/07

Você tem noção de quantas oportunidades já perdeu em sua vida por causa de pré-julgamentos ou preconceitos? Eu fico impressionada com a capacidade que o ser humano tem de pré-julgar as pessoas e as situações, o que o leva a perder oportunidades preciosas de crescimento pessoal e profissional.

Se você percebe em si mesmo essa triste tendência, procure observar como andam os seus relacionamentos - familiares e profissionais. Com certeza, nada sólidos, porque ninguém agüenta conviver muito tempo com quem não sabe ouvir primeiro para depois opinar, ou com quem é expert em condenar, julgar e acusar, machucando os sentimentos daqueles que estão ao seu lado.

Conheço inúmeras histórias de pessoas que, ao pré-julgarem os outros, só saíram no prejuízo, ou cometeram gafes irreparáveis. Outro dia, vi em um filme o seguinte: uma jovem havia batido em um carro estacionado e, então, como não encontrou o dono do veículo, deixou um bilhete para ele, dizendo seu nome e telefone e que ele ligasse para ela para marcarem um encontro (um bilhete com uma comunicação muito ruim, é verdade...). Quando o dono do automóvel chegou, não viu o estrago do seu carro - na porta do outro lado -, mas viu o bilhete preso no pára-brisa e, ao lê-lo, numa extrema arrogância, entendeu que a moça estava interessada nele. Fez uma expressão de desprezo, embolou o bilhete e atirou-o na rua. Entrou no carro e foi embora... Por causa do seu pré-julgamento, dá para imaginarmos o seu prejuízo...

Outra história, muito usada em palestras, conta de um homem que viajava por uma solitária estrada do deserto, em seu automóvel, e, de repente o seu pneu furou. Para seu espanto, descobriu que esquecera de trazer o macaco para levantar o carro e trocar o pneu. Neste instante, sem saber o que fazer, lembrou-se de que havia passado por um posto de serviços, uns quilômetros atrás. Então, saiu caminhando nesta direção, para pedir ajuda. Mas como era um homem extremamente pessimista, caminhou o tempo todo pensando: 'Se o dono desse posto não quiser me dar ajuda, não tenho ninguém a quem recorrer. Estou realmente nas mãos daquele sujeito. Ele pode me cobrar um absurdo só para me emprestar o macaco para eu trocar o pneu. Ele pode me cobrar R$100,00... R$500,00... Mas que explorador!!! Que horror!!! Como tem gente que se aproveita do sofrimento dos outros!' Caminhando com seu negativismo, chegou ao posto, exausto e muito irritado. O dono se aproximou e, amigavelmente, perguntou em que poderia ajudá-lo. E o viajante, cheio de raiva, com a mente contaminada com tantos pensamentos destrutivos, respondeu: 'Quer saber? Pode ficar com o seu maldito macaco, seu egoísta!!!'

(Por favor, com ética e honestidade, respeite os direitos autorais; ao repassar, mantenha os dados da autora).

Eliana Barbosa - Consultora em Desenvolvimento Humano, articulista de jornais e de revistas de circulação nacional, autora dos livros “ACORDANDO PARA A VIDA – Lições para sua transformação Interior” e “O ENIGMA DA BOTA – Enfrentando a sucessão empresarial com equilíbrio e sabedoria” (ambos da Novo Século Editora), produtora e apresentadora de programas motivacionais em TV e rádio, e ministra palestras e cursos transformacionais sobre desenvolvimento pessoal e profissional por todo o país.