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Nos últimos anos tem acontecido, um pouco por toda a parte, as “paradas gays”, com grande participação popular. Delas participam não só os homossexuais e lésbicas, mas também seus familiares. O número de participantes representa um inquestionável sucesso. As “paradas cívicas” só mesmo na China alcançam sucesso maior. As concentrações religiosas, raras vezes conseguem motivar tal número de pessoas. Sempre quando acontece essa apresentação ao público, queremos respeitar a dignidade humana de seus componentes e sua pertença à família do Pai de todos. Mas hoje o enfoque é outro. De onde provém essa preferência sexual? Houve um tempo em que se dizia que essa opção já
vinha embutida na carga genética da pessoa, e portanto, determinante,
independente da vontade. A tendência viria desde a concepção.
Mas quando apareceram os resultados do projeto “genoma humano”,
tais gens não foram localizados. Pelo menos até agora.
Outros acham que a tendência é induzida pela educação
exercida pelos pais e outras pessoas que tem influência sobre
a criança, no alvorecer de sua vida. Isso tem muito peso. A Pedagogia
moderna ainda não se desenvolveu suficientemente, para apontar
com garantia, os resultados que aparecem no educando, quando os pais
são muito severos; ou muito frouxos para estabelecer limites;
o que acontece com uma criança mal amada; ou quando os educadores
da jovem vida insinuam (inconscientemente) suas preferências sexuais.
Tenho esperança de que no futuro a ciência pedagógica
ministrará aos educadores pistas seguras de ação,
a ponto de os formadores poderem influenciar as preferências.
Resta só saber, se dentro dessa escolha feita (se para o homossexualidade
ou para a heterossexualidade), os novos seres vão concordar com
essa opção, no futuro. Outra causa, e essa também
muito forte, é a prática, o reforço. Se alguém,
por escolha própria, ou por indução de terceiros,
começa a praticar a sua preferência de relacionamento,
a outra forma de expressão sexual fica aos poucos fora do horizonte
das preocupações. Cria-se um hábito selecionado.
Como se vê, a educação ainda tem um longo caminho
a percorrer. Mas, segundo me parece, estamos às vésperas
de uma real opção, nesta importante área da formação.
Seguramente, a simples tendência, cai fora da linha de culpabilidade. Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba,
MG |
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