URASeções
  Ação Social

  Agenda Mensal

  Colunas & Colunistas

  Arte/Cultura

  Culinária

  Dicas de Beleza

  Especial

  Eventos

  Horóscopo

  Moda/Tendências

  Notícias/Destaques

  Saúde

  URA-Divulga

 URAServiços

  Agência de Viagem

  Artesanato

  Ateliê

  Cabeleireiros

  Cartões

  Clínica Veterinária

  Cursos

  Dentista

  Diversão

  Escolas

  Fotografia

  Imóveis

  Informática

  Jornais

  Locadoras

  Moda/lojas

  Molduras

  Hotel/Pousada

  Pneus

  Projeto Cultural

  Supermercado

  Telefonia

  Terapeutas
 URATempo
 Cotações
   * Dólar
   * Índice
   * Juros

 CURRÍCULOS


Principal |  Uberaba em Foco | Boletim URA OnlineAnuncie!
 

Seções » Colunas

Palavras de Fé

MOVIMENTO PENDULAR

Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba, MG
e-mail: domroqueopp@terra.com.br
Site: www.arquidiocesedeuberaba.org.br
Publicado em 30/07/08


Cai na observação de todos os que já tem certo tempo de vivência cristã, a falta completa da palavra “inferno”, nas pregações pós-conciliares. As exortações sobre a possibilidade de um fracasso total de nossa vida, hoje está fora das atenções. Seria porque a Igreja não acredita mais nas palavras do Senhor e Mestre? “Temei aquele que pode fazer perecer no inferno, tanto o corpo como a alma” (Mt 10, 28). Ou seria porque estamos cedendo às pressões do mundo moderno, que só quer ensinamentos “light”, na linha de paz e amor? Ou seria ainda porque tal ensinamento não combina com o cerne da mensagem cristã?

Antes de tudo quero reafirmar a fidelidade da Igreja, esposa fiel do Senhor, em tudo o que ensinou Jesus. Por ser nosso amigo. Não se trata, absolutamente em não crer na possibilidade de uma condenação derradeira.

O que entra em questão é o espaço que essa doutrina de Jesus ocupa em nossas atenções. Não fiz nenhum cálculo matemático. Mas atribuo, uma porcentagem pequena, dentro do contexto da fé cristã. Tenho quase a certeza de que o ensinamento sobre o inferno ocupa menos do que 0,5 % sobre o total. O que em priscas eras aconteceu, é que as pregações sobre o temido tema, tomavam conta, e perpassavam, de viés, todas as exortações. A motivação da santidade de vida deve ser o amor. O medo só dá resultados em certas ocasiões. São João Bosco, exímio educador, mostrava que para educar um jovem, era preciso apelar para motivações positivas, e não para a correção e o medo. Para o cristão deve ser apresentado, de preferência, o ideal da santidade. O pêndulo da história corre de um extremo a outro...As coisas vão voltar ao equilíbrio.

Se o ensinamento sobre o inferno é uma atitude pedagógica, antes de tudo, sempre é preciso lembrar que isso é a penúltima palavra de Jesus. Porque a última é sempre a misericórdia. Só para quem não quer a presença de Deus, é que existe a separação permanente. Para quem acha que Jesus apenas deu uma “engrossada”, é bom lembrar que Deus nos leva a sério e respeita a nossa liberdade. Veja as atitudes de Jesus para com seus apóstolos: ele ensina, mostra, procura convencer, e também é severo, às vezes.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba, MG
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra. com.br
Site: www.arquidiocesedeuberaba.org.br