URASeções
  Ação Social

  Agenda Mensal

  Colunas & Colunistas

  Arte/Cultura

  Culinária

  Dicas de Beleza

  Especial

  Eventos

  Horóscopo

  Moda/Tendências

  Notícias/Destaques

  Saúde

  URA-Divulga

 URAServiços

  Agência de Viagem

  Artesanato

  Ateliê

  Cabeleireiros

  Cartões

  Clínica Veterinária

  Cursos

  Dentista

  Diversão

  Escolas

  Fotografia

  Imóveis

  Informática

  Jornais

  Locadoras

  Moda/lojas

  Molduras

  Hotel/Pousada

  Pneus

  Projeto Cultural

  Supermercado

  Telefonia

  Terapeutas
 URATempo
 Cotações
   * Dólar
   * Índice
   * Juros

 CURRÍCULOS


Principal |  Uberaba em Foco | Boletim URA OnlineAnuncie!
 

Seções » Colunas

Palavras de Fé
Falência Da Educação?
Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba, MG
e-mail: domroqueopp@terra.com.br
Publicado em 14/02/08

Causa-me certa resistência, voltar a um assunto já bastante comentado na imprensa, sobre o uso do preservativo sexual. O Ministro da Saúde encorajou seu uso, indistintamente. Certamente para evitar duas resultantes não desejadas pelo poder público: a disseminação da AIDS, e a gravidez de tantas adolescentes. Poder-se-ia admitir retas intenções aos seus fautores. O objetivo seria evitar os enormes gastos públicos que isso acarretaria. Mas esse é um remédio que tem efeitos colaterais desastrosos. Se por um lado combate os dois males acima indigitados, como efeito deletério está estimulando a promiscuidade sexual, esta verdadeiramente uma questão de saúde pública. O Ministro estimula a todos a serem “bons de cama”. E com isso está demonstrando a enorme distância que o separa do princípio bíblico da fidelidade conjugal. “Não sejais infiéis à esposa de vossa juventude” (Mal 2, 15). Os dez mandamentos, cujo vigor é eterno, foram considerados arcaicos.

Mas o que a prática do Ministério da Saúde mais destrói, são os princípios da educação. Antes de tudo a propaganda arrasa com toda a juventude, declarando que ela é incapaz de praticar a abstinência sexual (contestando o jogador Kaká, que se declara virgem), e oferece-lhe técnicas modernas de “relaxar e gozar” sem nenhum perigo de haver más conseqüências. Poderia primeiro apresentar o “Plano A”, em que se estimula a juventude ao respeito pela família, à fidelidade conjugal, à prática da virtude, e à busca da virtude da castidade. Deveria ensinar que em tudo se exigem limites, princípios e autodomínio. Freud procurou dar o devido valor à sexualidade, mas nunca foi nenhum devasso. Estimulou a disciplina. Nisso chegou perto de Jesus que dizia: “Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo” (Lc 9, 23). Mas o Ministério entrou de cheio no “Plano B”, supondo que a cabeça de todos só tinha espaço para a sacanagem, tipo BBB, que milhões de brasileiros apóiam. Com isso declarou que a Escola não tem mais finalidade de educar para a boa convivência humana, para os bons costumes, muito menos para a oração e o apelo à ajuda da graça divina. Isso seria tudo muito careta.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba, MG
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra. com.br