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Nossa fé nos concede larga permissão, para concordarmos na existência de outros seres inteligentes, além da humanidade. Já se tenta, há várias décadas, receber sinais, a partir de qualquer recanto do universo, da existência de seres semelhantes a nós. Parece que esse retorno jamais vai acontecer, pela impossibilidade de “eles” entenderem nossas mensagens, e nós captarmos o que nos enviam. E existe nesse cosmos uma limitação paralisante. É a velocidade. Mesmo a luz, a matéria mais veloz, não pode passar de 300 mil quilômetros por segundo. Então, os astros e galáxias que podemos ver hoje, enviaram sua luz há bilhões de anos. Hoje esses astros longínquos, podem até não existir mais. Como podemos entrar em contacto com outros seres inteligentes, se nos separam essas enormes distâncias? Aqui por perto, nem vida é possível existir, por causa das baixíssimas temperaturas. Ou ao contrário, calor insuportável. E a água líquida? E o carbono? Paremos por aqui. Condições reais para a existência de vida, só no nosso planeta terra. E se existir vida complexa em outras galáxias e universos, estamos separados deles para sempre, por causa das distâncias. Não há sinais de rádio, de projeção de imagens, de foguetes velocíssimos, que alcancem esses seres distantes antes de milhares ou de milhões de anos. “Os dias da nossa vida são setenta anos. Os mais valentes chegam a oitenta” (Sl 90, 10). Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba,
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