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É evidente que me refiro ao Espírito por excelência, de cuja pessoa a alma de Jesus estava repleta. Jesus é o Santo, o perfeito, porque de “seu seio jorram rios de água viva” (Jo 7, 38). Se você é discípulo de Jesus, garantidamente terá o agente motivador da existência – o Paráclito – no centro de sua vida. Há poucos dias tive ocasião de ler um artigo, na Revista “Seleciones de Teologia”, assinado por um teólogo muito badalado entre nós – embora seja teólogo mirim – onde o autor apresentava uma visão muito rasteira do uso do poder dentro da Igreja. Trata-se de uma visão, distante dos objetivos do fundador da Igreja, com destaque apenas para as intrigas, a satisfação da prepotência, as traições e as vinganças. Tudo seria apenas luta pelo poder, sem preocupação por prestar serviços ao povo de Deus. Enfim, sem nenhuma mentalidade religiosa. Isso é muito pouco. Para entender o sentido positivo da influência do Espírito,
vou descrever o que produz de negativo a sua ausência, segundo
interpretação de Atenágoras, grande patriarca de
Atenas. Você saberá deduzir, de modo fácil, o que
resulta de construtivo da presença benéfica do Vivificador. Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba,
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