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Palavras de Fé
ASSUNTO QUE RETORNA
Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba,
MG
e-mail: domroqueopp@terra.com.br
Publicado em 26/02/08
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Os representantes dos Presbíteros do Brasil se manifestaram,
ao término de sua assembléia, sobre assuntos diversos
da vida da Igreja. Entre os quais, abordaram um tema que é recorrente.
Trata-se da polêmica disciplina do celibato. Periodicamente a
discussão toma roupagens novas e sobe ao palco. Desta vez os
Presbíteros assumiram alguns pontos, abordados por nós
Bispos, no documento de colaboração para a Conferência
de Aparecida. Neste não existe nenhum viés de revolta,
mas uma conversa adulta, e de pessoas conscientes de suas responsabilidades.
Ao tratarmos da conveniência de se manter a lei do celibato, e
do reaproveitamento, ou não, dos Padres que deixaram o ministério,
não deixamos de lado, a nossa co-responsabilidade de pessoas
adultas na fé.
O que falam os Padres sobre temas tais, está em sintonia com
o que já foi dito. Eu considero os Presbíteros amigos,
e companheiros de tarefas pastorais dos Bispos. E por isso não
são nossos adversários. Mas, como irmão mais velho
na vida de Igreja, ouso fazer algumas considerações.
1 – Antes de tudo quero alertar que o mundo moderno
(ou já é pós-moderno?), de corte iluminista, não
gosta dessa disciplina eclesiástica, porque contradiz as convicções
da revolução sexual. Toda vez que houver um escândalo
sexual, envolvendo um clérigo, a imprensa, do Oiapoque ao Chuí,
se movimenta. São a nossa palmatória. Curiosamente, quando
estão envolvidos pais de família, políticos, magistrados,
pastores, o assunto não empolga. Por isso, vamos relativizar
as pressões de certa opinião pública.
2 – Os deslizes ou os crimes sexuais de alguns
Padres não provém, nem do celibato, nem da formação
dos Seminários. As tendências mórbidas já
estão presentes na pessoa desde os dois anos de vida. O que o
Seminário pode fazer, é ensinar asceses para as vocações
normais, que mantenham vivo o ideal de imitar Jesus. E para aqueles
que são inadequados para essa vida, é preciso detectar
um outro caminho que os leve à realização em Cristo.
3- Não existe celibato opcional. Ninguém
precisa me dizer que os pastores e os Padres ortodoxos, não podem
fazer opção celibatária. Simplesmente, a Igreja
Católica é a única que recebeu esse carisma,
“tesouro que conservamos em vasos de barro”(2 Cor
4, 7).
Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba,
MG
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra. com.br
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