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Tenho pensado sobre o convívio na Internet. Coisas que acho que todos, em algum momento, já pensaram. Tantas pessoas se encontram em um mesmo espaço, mas eu tenho
percebido que muitas delas não têm conseguido desfrutá-lo
de forma decente. Intrigas, mentiras, invejas, fofocas, ódios,
mesquinharias, falsidades, traições e pouca amizade. É,
pouca, muito pouca. Não que tenhamos que ser amigos de todos, afinal existe a tal
da afinidade. Mas as pessoas deveriam, ao menos, se relacionar com dignidade.
Por mais que afirmem que aqui estamos num cantinho maravilhoso do mundo,
não é bem isso que eu tenho visto. Acontece que o mundo virtual vem me provando que ele não é
composto apenas de lindas mensagens, gifs saltando na tela, elogios,
músicas maravilhosas e textos magníficos. Como tudo nessa
vida, ele tem o seu lado obscuro, negro, nojento, podre e o que me impressiona
é que parece que esse lado vem crescendo e sobressaindo dia-a-dia.
A inveja é um sentimento que pode tomar proporções
devastadoras e transformar um ser humano em monstro. Pobres invejosos,
gente pequena, que não consegue crescer, que tem dificuldade
de se destacar por alguma qualidade que tenha, porque, na verdade, não
tem nenhuma. Gente que vive no limbo da vida, se arrastando como cobra
a espera do momento certo para dar o bote. Que tristes e frustradas devem ser essas pessoas. Nem sei se são
dignas do desprezo ou da atenção, do desamor ou do carinho.
Uma coisa no entanto é certa: são dignas de pena. Pergunto-me como esses seres humanos conseguem viver em paz. Mas a minha maior dúvida, é como eles educam seus filhos, que herança pretendem deixar para eles? Acho que só podem existir duas opções. O mesmo caminho vergonhoso que trilharam ou o peso da vergonha de serem filhos de quem foram.
Talvez seja a hora dos seres humanos em geral, internautas ou não, avaliarem o que anda norteando suas vidas. Muitos deles correm o risco de, se não tomarem rapidamente essa providência, perceberem, de repente, que atolaram numa areia movediça que os sugará para sempre da sociedade e do convívio com pessoas decentes e honradas. Aí não será mais o limbo o local onde eles viverão, será no inferno, no seu próprio inferno. |
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