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As pessoas têm uma péssima imagem da carrocinha. Basta vê-la passando nas ruas do bairro para fazer cara feia e pensar: Assassinos! Isso quando não jogam pedras. Quando alguém diz que a carrocinha pegou um cão ou gato, ouve-se na seqüência palavras de indignação e contrariedade. Por que? Bem, a fama da carrocinha se justifica, pois em todo o país a captura dos animais acontece de forma desumana e cruel. Afinal, laçar animais em situação de sofrimento e abandono nas ruas, com um chicote que os prende pelo pescoço (o famoso cambão), e em seguida lançá-los dentro do veículo sem se preocupar com as conseqüências não parece nada humano, não é? Amontoá-los em baias com a morte já sentenciada também não. Bem, depois da captura vêm os comentários e esses piores, como: -Esse vai virar sabão! , -Agora vão matá-los na câmara de descompressão e fazer ração com as cinzas -Vão fritá-los na chapa. Nós, os protetores de animais de todo o Brasil, sabemos bem como funciona a maioria dos Centros de Zoonoses do país. "Fritar na chapa" é colocar os animais em cima de chapas de ferro, molhá-los com água e ligar o fio na tomada. Nesses casos eles morrem fritos mesmo! Há os que suportam os choques e ainda permanecem vivos. O destino desses? São mortos a pauladas para acabar de morrer! Graças a Deus, hoje alguns CCZs do Brasil utilizam a injeção letal como forma alternativa e definitiva de eutanásia em animais. Nesses casos o animal é sedado totalmente e em seguida recebe a injeção de cloreto de potássio, que abrevia a sua vida sem dor. Exterminar a vida dessa maneira não é a melhor solução, porem é mais humano do que eletrocução ou câmara de gás! Isso lembra o Nazismo, não? Mas a situação dos animais de rua no Brasil é um verdadeiro holocausto, sim! Basta acessar os sites de proteção animal que virão coisas estarrecedoras, como o ser racional da criação é capaz de fazer com os considerados "irracionais". Mas as coisas estão mudando e junto com as mudanças, a imagem dos Centros de Zoonoses e da Carrocinha também. Já não são poucos os CCZs que têm em suas equipes de trabalho pessoas que amam os animais, respeitam a vida e dessa forma decidiram mudar as coisas e o destino de muitos animais, que teriam o mesmo fim que a maioria dos capturados em nosso país: a morte! Embora tenham que continuar o trabalho de evitar a proliferação de zoonoses, combatendo por exemplo, a Leishmaniose e a Raiva, muitos canis municipais trabalham hoje de forma humanitária. Alguns praticam a eutanásia apenas em casos específicos e mesmo inevitáveis. Realizam um trabalho voltado para a conscientização da posse responsável, incentivo às adoções e castração de animais, além do trabalho educativo nas escolas. O objetivo é evitar o alto índice de abandono, controle da taxa de natalidade e sensibilização quanto aos animais de estimação, portadores de sentimentos e merecedores de respeito como todo ser vivo. Quando não é possível trabalhar assim, existem os grupos de ajuda como as Ongs, que lutam em favor dos animais recolhidos, promovendo a adoção. Os resultados podem ser vistos em centros de zoonoses do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e outros, incluindo o de nossa cidade, pois Uberaba é hoje referência nacional nesse sentido! Como acontece em todas as mudanças, não há por que duvidar que aí exista o "dedo de Deus" e esse é, sem dúvida, mais um sinal de que o homem não é tão ruim assim, que o nosso mundo tem jeito! Hoje, em alguns lugares do país, a carrocinha é vista de forma mais tranqüila e, embora, ainda exista muito trabalho pela frente, os CCZs estão deixando de ser depósito de animais à espera da morte, para se tornar abrigos provisórios para cães e gatos que terão como destino uma vida mais digna. Aqui em Uberaba ainda há quem se surpreenda quando vê os funcionários da carrocinha em ação. Espanta ver os animais sendo recolhidos com carinho e respeito. Mas não estranhem, por que esse trabalho é verdade! É certo que alguns vão dizer: "Ainda é tão pouco!"... Mas preferimos pensar que esse tipo de iniciativa deve ser exaltada a fim de que seja imitada por outras pessoas, em outros lugares. Conto com vocês, amigos internautas, para fazer circular essas informações por todo o Brasil e mostrar a todos de que tudo é possível quando se acredita! Achei aqui uma maneira de homenagear as pessoas que trabalham na Carrocinha
do Bem de Uberaba, Minas Gerais. Na foto, José Henrique, Antonio
Marcos, Luiz Carlos (motorista), Efigênia, Marquinhos e seu Divino.
A vocês, todo o meu respeito!
Namastê!
Simone Breda
Adote um animal abandonado. |
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